Donald Trump se opõe a ala extremista na Venezuela: alerta sobre consequências catastróficas de intervenções militares.

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez declarações impactantes ao afirmar que não apoiará a ala extremista da oposição venezuelana. Ele citou o exemplo do Iraque como um alerta contra o caos que pode surgir após intervenções militares. O temor de Trump é com uma possível repetição do cenário pós-invasão de 2003, que resultou no surgimento do Estado Islâmico. Em um encontro reservado com María Corina Machado, o presidente dos EUA deixou claro sua posição.

Na última sexta-feira (16), Trump enfatizou sua decisão de não apoiar a opositora extremista Machado, após os bombardeios na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro. Ele ressaltou o perigo de uma desorganização institucional que poderia abrir espaço para grupos extremistas, como ocorreu no Iraque após a ação dos EUA. O presidente dos EUA comparou a situação venezuelana ao caos vivido no Iraque, evidenciando sua preocupação com as consequências de intervenções abruptas.

Durante o encontro com María Corina Machado, Trump recebeu uma medalha dela, concedida quando foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025. Mesmo com elogios públicos à venezuelana, o governo dos EUA segue avaliando que Machado não seria a pessoa adequada para governar o país sul-americano. A avaliação de Trump sobre a política venezuelana não mudou, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

A ação militar dos EUA na Venezuela desencadeou uma série de reações internacionais. Países como Rússia e China pediram a libertação de Nicolás Maduro e sua esposa, condenando a intervenção norte-americana. Maduro e sua esposa se declararam inocentes diante das acusações de narcoterrorismo feitas pelos Estados Unidos. Enquanto isso, a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente encarregada da Venezuela, assumindo o país em meio à crise provocada pela intervenção.

A Rússia expressou solidariedade com o governo venezuelano, enfatizando o direito do país em decidir seu destino sem intervenções externas. O apoio russo à Venezuela foi declarado de forma enfática, com promessas de auxílio contínuo ao país amigo. A crise política na Venezuela ganhou destaque internacional, com os desdobramentos da intervenção militar norte-americana despertando diversas discussões e posicionamentos por parte de países ao redor do mundo.

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