Dono da Outsider Tours é suspeito de golpe na venda de pacotes para jogos de futebol
Empresário foi localizado em um prédio de alto padrão no Centro de Balneário Camboriú, chamada de “Dubai brasileira”. Ele é investigado por estelionato e responde a mais de 600 processos em todo o país.
DE da empresa de turismo Outsider Tours é preso em Santa Catarina
DE é responsável por empresas de turismo esportivo que comercializavam pacotes de viagens para jogos e corridas no Brasil e exterior. “As vítimas, no entanto, não receberam os serviços conforme o contratado, caracterizando o golpe”, informou a Polícia Civil catarinense.
Em 2025, a Polícia Civil já havia indiciado ele por duas vezes, por estelionato. Outras investigações estão em andamento em delegacias especializadas no Rio, além de uma investigação na Polícia Civil de São Paulo após um prejuízo de R$ 1,2 milhão para uma empresa paulista.
Na ocasião, a principal reclamação foi a falta dos lugares em voos adquiridos. Reclamações também ocorreram na final da Champions League em 2024, onde clientes relataram que não receberam os ingressos comprados até a hora da partida.
Para a Polícia Civil, DE era considerado foragido quando foi detido em Santa Catarina. Ele foi localizado em um prédio de alto padrão no litoral catarinense, onde passava férias com a família, no Centro de Balneário Camboriú. A cidade é conhecida como “Dubai brasileira”.
Após a prisão, o DE foi encaminhado ao sistema prisional catarinense.
DE é investigado por estelionato relacionado à venda de viagens para assistir a jogos de futebol. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ele responde a mais de 600 processos em todo o país.
A prisão do empresário ocorreu em um prédio de luxo em Balneário Camboriú na terça-feira (6), em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça do Pará. O DE tenta contato com a defesa do empresário nesta quinta-feira (8).
Há registros de procedimentos policiais contra ele nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. DE nega ter sido intimado pela polícia em registros de ocorrência em 2025 e afirma que os problemas são oriundos de casos pontuais.
A empresa fica no Centro do Rio. O único sócio é Fernando Sampaio de Souza e Silva, que foi o principal alvo de reclamações nos problemas registrados nas vendas de pacotes de viagens para a final da Libertadores em 2022, em Guayaquil, no Equador.




