Após o falecimento da aluna de natação Juliana Faustino Bassetto, o dono da academia Severino José da Silva solicitou ao manobrista responsável pela limpeza da piscina que “saísse de casa” devido à presença da polícia no local, conforme depoimento prestado. O funcionário, que aprendeu a procedimento com o antigo manobrista, relatou à polícia que a situação se agravou após Juliana passar mal durante uma aula de natação, evoluindo para uma parada cardíaca.
O manobrista Severino José da Silva, de 43 anos, responsável pela manutenção da piscina da academia, afirmou à polícia que o proprietário do estabelecimento entrou em contato no domingo, alertando sobre as investigações em andamento. No sábado, Juliana veio a óbito após a aula de natação, e outros cinco alunos, incluindo seu marido, apresentaram sinais de intoxicação.
Severino prestou depoimento na terça-feira no 42° Distrito Policial do Parque São Lucas, onde os proprietários da academia também são aguardados para esclarecimentos. O funcionário relatou à polícia que tentou contatar o dono da academia no sábado, sem sucesso, sendo respondido apenas com um “Paciência” no domingo, após a academia ser esvaziada.
Segundo as autoridades, a principal suspeita é que a manipulação de produtos químicos próxima à área de aula tenha afetado as pessoas devido à falta de ventilação no ambiente fechado. Severino afirmou à polícia que nunca recebeu treinamento ou equipamentos de proteção para manipular os produtos químicos, mesmo sendo responsável pela manutenção da piscina.
O depoimento do manobrista revelou que a água da piscina estava turva dias antes do incidente, sendo orientado pelo proprietário a aplicar cloro na piscina. No dia do ocorrido, Celso teria solicitado nova testagem e a aplicação de HIDROALL Hiperclor 60, sem maiores instruções. Após a evacuação da academia e atendimento às vítimas, o funcionário retirou o produto químico da área da piscina.
A academia se pronunciou nas redes sociais, lamentando o ocorrido e afirmando colaborar com as autoridades. A empresa ressaltou possuir todas as autorizações necessárias para funcionamento e oferecer suporte às vítimas e familiares. A polícia continua investigando o caso de intoxicação dos alunos durante a aula de natação na academia.




