A mais recente pesquisa Nexus, encomendada pelo BTG Pactual e divulgada nesta segunda-feira (13), traz à tona resultados intrigantes sobre a oscilação do eleitorado brasileiro de cara à eleição presidencial de 2026. O levantamento revela que **Bolsonaro** continua envolto em controvérsias e crises familiares, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, registra 40% das intenções de voto, em comparação aos 34% de Flávio Bolsonaro, do PL-RJ. A pesquisa, realizada entre os dias 10 e 12 de julho com 2.003 eleitores, oferece um panorama sobre essas movimentações no cenário político e suas ramificações.
Historicamente, **Jair Bolsonaro**, ex-presidente, acumula uma série de processos judiciais, incluindo cinco ações no STF, o que o torna inelegível até 2030, além de enfrentamentos contínuos que tornam sua imagem política bastante fragmentada. Durante o levantamento, que custou cerca de R$ 164.888,89, também foi registrado que, apesar das polarizações, uma parte significativa dos eleitores se identifica como “não polarizada,” o que pode reconfigurar as dinâmicas de apoio nas próximas eleições. O número de eleitores que não se identificam nem com o lulismo e nem com o bolsonarismo saltou de 20% para 23%, refletindo uma mudança na percepção pública.
Os impactos dessa pesquisa foram seguidos por reações mistas entre aliados e adversários. Especialistas apontam que a crescente identificação com eleitores não polarizados pode ser uma resposta às crises recentes envolvendo Flávio e suas relações familiares. “A polarização pode ter perdido um pouco da força com os escândalos que impactaram a imagem de Flávio”, comentou um analista político. Assim, a relação familiar possui uma influência significativa sobre o apoio político, e Flávio Bolsonaro enxerga uma vantagem sob Lula entre esses novos identificados como não polarizados.
Qual é a tendência entre os eleitores não polarizados?
A pesquisa indica que, dentro do eleitorado não polarizado, Flávio Bolsonaro levou a vantagem ao vencer Lula em um hipotético segundo turno por 45% a 32%. Esse segmento, que anteriormente manifestava inclinação mais acentuada pelo ex-presidente, agora também apresenta um crescimento no percentual de votos brancos e nulos, que aumentaram de 15% para 21%. A análise sugere uma mudança no padrão de envolvimento político de eleitores antes voltados ao bolsonarismo, que, devido às instabilidades e escândalos associados ao senador, estão abandonando a identificação explícita.
Com a transmissão das crises na família Bolsonaro, a desestabilização pode afetar a relação daquele eleitorado com o atual candidato. As implicações de tais mudanças no cenário eleitoral e na leitura política são significativas, já que farão com que o ex-presidente se mova cautelosamente se quiser fidelizar esses votos. Para mais detalhes sobre essa situação, acesse as informações sobre Jair Bolsonaro.
Adicionalmente, as mudanças de percepção sobre temas econômicos e de segurança também despontam como fatores significativos. O eleitorado não polarizado avalia Flávio de forma favorável em questões como controle da inflação e segurança pública. No entanto, Lula mantém a vantagem em pautas sociais, como direitos das mulheres e educação. Desta forma, a pesquisa destaca a dualidade de temas que compõem a atual análise do eleitorado e indicam um cenário instável para Bolsonarismo.
Como a terceira via se comporta nas pesquisas?
Outro dado destacado é o crescimento da busca por um candidato da terceira via, que agora atinge 27%, conforme demonstrado na pesquisa, saltando de 21% em junho. Apesar disso, os nomes que emergem como alternativas, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, possuem aprovação modesta, refletindo uma dificuldade em perfurar o cenário predominantemente bipolar. A maioria dos jovens de 16 a 24 anos foi a que mais se alinhou ao ideário da terceira via, evidenciando uma mudança no comportamento eleitoral deste segmento etário.
A comparação com outros ex-presidentes e candidatos anteriores também é relevante. João Doria, em 2022, não conseguiu se firmar por conta de crises internas, assim como a terceira via em 2018 enfrentou severas dificuldades, revelando um padrão de desconexão entre a contemporaneidade do eleitorado e a política tradicional, onde candidatos não conseguem se estabilizar. Isso levanta questões sobre a viabilidade da candidatura de Flávio, que está tentando posicionar-se fora da polarização.
O que essas pesquisas dizem sobre o futuro de Bolsonaro?
O levantamento revela um panorama dividido e um ambientes hostil para Flávio, visto que 30% de seus apoiadores admitem que as recentes crises impactaram diretamente sua candidatura. Essa realidade impõe a Bolsonaro uma necessidade urgente de ressignificar sua identidade política e de estabelecer um canal de diálogo mais efetivo com o eleitorado tradicional e não polarizado para aliviar as pressões do momento. A presença coesa e ativa no cenário social e visando renovar o apoio será crucial para sua trajetória.
A análise feita por especialistas enfatiza a importância de estratégias mais robustas de comunicação e propostas mais inovadoras para atrair esses novos eleitores. O futuro do ex-presidente e de sua candidatura reside em um equilíbrio delicado entre a preservação de sua base existente e a conquista de novos apoios que não caem na identificação polarizada. Para mais informações sobre a atual situação política e suas complexidades, acesse ex-presidente Bolsonaro.
Essa situação revela um cenário delicado para todos os potenciais candidatos e se destaca pela necessidade da adaptação contínua em um ambiente político em transformação, onde os dados da pesquisa Nexus servem como um termômetro das futuras dinâmicas eleitorais.


