Nesta segunda-feira (27/7), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, não poupou críticas ao presidente da Argentina, Javier Milei, chamando-o de “palhaço” durante uma entrevista para a Rádio Jornal. Durigan mencionou preocupações com a economia argentina, destacando índices críticos como inflação, endividamento e o risco país, que se encontram em níveis alarmantes.
“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação lá é muito”, disparou Durigan, enfatizando a grave situação econômica enfrentada pela nação vizinha.
A discussão entre Brasil e Argentina reflete um momento tenso entre os dois países. No sábado (25/7), Milei esteve em território brasileiro para a oficialização da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, onde fez declarações que geraram polêmica, incluindo ofensas direcionadas ao presidente Lula.
Além das críticas à Argentina, Durigan defendeu a atual situação econômica do Brasil, afirmando que, apesar dos problemas, o país apresenta indicadores econômicos favoráveis como níveis mínimos de desemprego e inflação. Ele refutou rumores alarmistas sobre uma possível recessão no próximo ano provocada pelo endividamento público.
“Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar o apocalipse, que vai ter problema, porque o Brasil está com mínima de desemprego, mínima de inflação, recorde de balança comercial”, declarou, ressaltando os esforços do governo em manter uma economia forte e sustentável.
Em relação ao futuro financeiro do Brasil, Durigan enfatizou a necessidade de manutenção do esforço fiscal independentemente do resultado das próximas eleições. “Nós temos sim condição de fazer um ajuste para frente”, disse, sugerindo que o próximo governo deve continuar a implementar ajustes fiscais significativos.
Durante sua visita ao Brasil, Milei também fez comentários infelizes sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, chamando-o de “lixo careca”, em um momento de tensão exacerbada entre os dois países. O insulto foi uma reação ao fato de Milei não ter conseguido visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sob prisão domiciliar.
Para complicar ainda mais a situação, Milei voltou a atacar o Brasil numa entrevista a uma rádio local, acusando o governo brasileiro e outros países de financiar uma campanha contra a Argentina, sem apresentar evidências para suas afirmações. “Quem pôs mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina… O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos saíram do governo do Brasil”, afirmou Milei.



