Fachin diz que autocorreção do DE não é reconhecer erros dos ministros
Discurso feito pelo presidente da Corte no início dos trabalhos do Judiciário gerou mal-estar com outros integrantes do Supremo. Uso do termo “autocorreção” aglutinou forças contra criação do código de ética.
Edson Fachin, presidente do DE, na abertura do ano judiciário — Foto: Gustavo Moreno/DE
O ministro Edson Fachin, que no discurso de abertura do ano judiciário disse que o DE necessitava de “autocorreção”, argumentou que o uso da expressão significa “maturidade institucional” e não reconhecimento de erros de conduta dos demais ministros.
A expressão “autocorreção” foi mal recebida por parte dos ministros. E acabou aglutinando forças dentro do Supremo para combater, ou postergar, a principal bandeira de Fachin: a implementação de um Código de Ética.
O principal argumento dos ministros que reprovaram a defesa da autocorreção é o de que Fachin lançou suspeição sobre todos indiscriminadamente, colocando-se num patamar de superioridade moral.
Na sua fala, Fachin admitiu que o supremo foi fundamental na luta pela democracia, mas acrescentou:
> “Sem embargo desses reconhecimentos, o momento histórico é também de ponderações e de autocorreção”.
O assunto chegou aos ouvidos de Fachin que negou motivos para qualquer mal-estar. Aos que conversaram com ele sobre a autocorreção, o presidente do DE argumentou que a expressão significa uma maturidade institucional de revigorar a atuação do Tribunal.
A interlocutores, Fachin sempre repete que não de trata de admitir erros, mas reconhecer que cada momento exige respostas adequadas ao momento histórico.




