Eduardo Bolsonaro: Um Projeto de Bannon e Epstein

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O lobista fascista Steve Bannon está sendo criticado por sua ligação com o pedófilo Jeffrey Epstein nos EUA. A situação se tornou delicada, uma vez que Trump esperava expor integrantes do ‘sistema’, como os Obamas e Hollywood. Acabou tendo que lidar com revelações sobre suas relações com Epstein e seus associados. Após afirmar ter ‘interações limitadas’ com Epstein, novos documentos mostram que o secretário de Comércio, Howard Lutnick, teve negócios com o criminoso.

A extrema-direita brasileira, incluindo os Bolsonaros, tem se mantido em silêncio sobre o escândalo. Isso se justifica com a exposição de mensagens trocadas durante a campanha de 2018. Bannon orientava Epstein a manter a relação com Jair Bolsonaro nos bastidores, como parte de um projeto político global. A proximidade entre os envolvidos aumentou após o segundo turno e levou a discussões sobre uma possível visita de Bannon ao Brasil.

Eduardo Bolsonaro surgia como uma figura proeminente na extrema-direita brasileira não por acaso, mas como resultado de uma estratégia articulada pelo ex-estrategista de Trump. Uma rede de influência foi estabelecida, mostrando conexões profundas com Epstein. As mensagens revelam uma colaboração técnica e financeira entre Bannon e Epstein, interrompida apenas com a prisão deste. Epstein não era apenas um espectador, mas um conselheiro ativo nos planos de Bannon para ‘The Movement’.

A influência de Bannon sobre Eduardo Bolsonaro foi crucial na disseminação da retórica de fraude eleitoral que culminou nos eventos de janeiro de 2022. Os dois mantiveram contato direto, e a viagem de Eduardo aos EUA, onde se encontrou com Trump e conversou com Bannon, evidencia a coordenação dos movimentos pós-eleitorais sob supervisão do estrategista americano. A aliança se estendia a figuras como o magnata chinês Guo Wengui, financiador de Bannon.

Os laços entre Bannon, Epstein, e Eduardo Bolsonaro revelam uma complexa rede de desinformação e financiamento que conecta o submundo político à extrema-direita brasileira. O silêncio dos Bolsonaros diante do caso Epstein se justifica quando se reconhece que Eduardo é um produto dessa engrenagem. O ‘projeto político’ nunca foi apenas nacional: envolvia uma estratégia global para desestabilizar democracias e consolidar influências. A justiça logo terá que lidar com os desdobramentos desse esquema internacional.

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