Eduardo Paes critica ‘uso político’ em prisão de vereador aliado e sobe o tom contra Castro: ‘Corja de covardes e delinquentes’

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, criticou veementemente o que chamou de ‘uso político’ na prisão de seu vereador aliado, Salvino Oliveira, e elevou o tom contra o governador Cláudio Castro, referindo-se a ele como parte de uma ‘corja de covardes e delinquentes’.

Paes também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, acusando-o de fazer indicações políticas no Hospital Federal do Andaraí, durante a gestão de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro.

Eduardo Paes afirmou que a prisão de Salvino Oliveira, vereador, foi uma tentativa de atingi-lo indiretamente. Ele destacou que o político foi preso por ser ‘cria da Cidade de Deus’, baseando a ação policial no fato dele se autointitular ‘cria’ da comunidade e presidir a Comissão de Políticas para as Favelas na Câmara do Rio.

O prefeito carioca revelou que integrantes da Polícia e do governo estadual não declararam publicamente, mas admitiram reservadamente o erro na prisão de Salvino Oliveira. Paes afirmou que membros do PSD do Rio denunciarão o suposto uso político da operação que resultou na prisão do vereador.

Em evento ao lado do ex-presidente Lula para inauguração de novo setor de trauma no Hospital Federal do Andaraí, Eduardo Paes e seu secretário de Saúde, Daniel Soranz, aprofundaram as críticas a Flávio Bolsonaro. Paes mencionou que o hospital estava ‘destruído’ durante a pandemia de Covid-19, ressaltando as indicações políticas feitas pelo senador durante a gestão anterior.

O secretário Daniel Soranz expôs a situação crítica do Hospital Federal do Andaraí, relatando contratos emergenciais e demora na conclusão de obras essenciais para o funcionamento adequado da unidade de saúde. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro indicava pessoalmente os diretores, resultando na redução de leitos e na falta de atendimento adequado durante a pandemia.

Os políticos presentes no evento, juntamente com o ministro da Saúde Alexandre Padilha, reforçaram a responsabilidade de Flávio Bolsonaro nas indicações e decisões tomadas na gestão do hospital. Eduardo Paes agradeceu o apoio do ex-presidente Lula para melhorias na unidade hospitalar e criticou as ações da gestão anterior, destacando impactos negativos na saúde pública durante aquele período.

Ao encerrar suas declarações, Eduardo Paes concluiu que é importante lembrar dos erros cometidos no passado para evitar que se repitam. Ele reiterou a necessidade de enfrentar os desafios e cobrar responsabilidades dos gestores públicos, em prol da saúde e bem-estar da população.

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