Ela me chamou para namorar, diz mendigo espancado por personal, em Planaltina

Givaldo Alves, de 48 anos, foi casado e tem uma filha de 28 anos. Ele afirma que não houve estupro e que a relação foi consensual

Givaldo Alves, de 48 anos, o morador em situação de rua que foi espancado após ser flagrado mantendo relações sexuais com a esposa do personal Eduardo Alves, de 31 anos, disse que a mulher teria perguntado se ele gostaria de namorar com ela. No entanto, o educador físico, afirma que a mulher, Sandra Mara Fernandes, de 33 anos, teria sido estuprada.

As afirmações de Gilvaldo foram feitas durante entrevista ao Metrópolis. De acordo com o baiano, não houve estupro, a relação foi consensual. Ele conta que quando a Sandra o chamou para namorar, recusou o pedido dizendo que não tinha dinheiro.

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“Eu andava pela rua e ouvi um grito: ‘Moço, moço’. Olhei para trás e só tinha eu. E ela confirmou comigo dizendo: ‘Quer namorar comigo?’.” Eu disse: “Moça, eu não tenho dinheiro, sou morador de rua. Não tenho dinheiro nem para te levar ao hotel. Então, ela disse: ‘Pode ser no meu carro'”, relembrou ele.

Sobre a acusação de estupro, ele se diz aliviado pelo caso ter ocorrido em um local com muitas câmeras.

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“Deus me colocou em um lugar cercado por câmeras que comprovam não ter havido nada disso (estupro). Se fosse outro morador de rua, possivelmente já estaria preso”, ressaltou.

Ainda de acordo com ele, só soube que a mulher era casada quando recebia atendimento médico. Até então, ele achava ter sido vítima de uma retaliação após testemunhar um motorista arrastar propositalmente uma mulher, dias atrás.

Givaldo sofreu um edema no olho e ficou com a costela quebrada. Sobre o envolvimento com a mulher, ele afirma: “Não me arrependo”.

Relembre o caso:

No último dia 9, o personal trainer agrediu o morador em situação de rua no Jardim Roriz, em Planaltina, Entorno do Distrito Federal. Na ocasião, Eduardo afirmou que a esposa sofreu violência sexual por parte do morador de rua, mesmo a mulher tendo admitido que o ato foi consentido.O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF).

A esposa de Eduardo, inclusive, afirma em áudios que ela manteve relações sexuais consensuais com o sem-teto. A mulher diz que enxergou Deus e até o próprio marido no homem.

“Eu não conseguia nem falar e nem abrir meus olhos. Meu coração estava acelerado, mas eu não conseguia sentir ódio do homem que fez isso comigo porque eu só enxergava Deus nele. Eu só enxergava Deus. Não sei explicar”, diz trecho do áudio.

A mulher ainda contou que encontrou o sem-teto em frente a um quiosque, na Rodoviária de Planaltina, e que ele fumava um cigarro. Ela diz que conversou com o homem e então eles foram para o carro onde passaram a manter relações sexuais.

“Tirei o cigarro da mão dele e falei: você não vai fumar mais porque você já está curado. E aí eu já enxergava ele como o Eduardo. Já não estava enxergando ele como Deus. Aí eu tirei o cigarro da mão dele e joguei no lixo. Ele falou: vamos conversar? E eu disse: vamos”, diz a mulher, em áudio.

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