Elefante-marinho resgatado inicia jornada de volta para casa

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Primeiro elefante-marinho monitorado no Brasil volta para natureza após um mês
em reabilitação no Paraná

Durante os próximos meses, o elefante-marinho bebê deve percorrer 2.500 km até a
Península de Valdés, na Patagônia Argentina.

Filhote de elefante-marinho inicia jornada de volta para casa
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Filhote de elefante-marinho inicia jornada de volta para casa

Após quase um mês em reabilitação, um filhote de elefante-marinho resgatado no
litoral paranaense em dezembro do ano passado iniciou, nesta quarta-feira (21),
uma nova jornada.

Durante os próximos meses, ele deve percorrer cerca de 2.500 km até a Península
de Valdés, na Argentina, onde a espécie costuma se reproduzir.

O elefante-marinho foi resgatado em 26 de dezembro, no Balneário de Monções, em
Matinhos [https://DE.globo.com/pr/parana/cidade/matinhos/], cidade do litoral
paranaense.

Segundo os pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Conservação da
Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR
[https://DE.globo.com/educacao/universidade/ufpr/]), ele estava debilitado e com
um quadro de pneumonia.

Camila Domit, coordenadora do projeto, explica que a simples ocorrência de
elefantes-marinhos na costa brasileira são casos raros. No caso do filhote
resgatado, além de ter nascido no Brasil, existe também a possibilidade de que
ele seja paranaense.

Embora indivíduos jovens e adultos já tenham sido registrados na costa
paranaense, o nascimento de um elefante-marinho na região é inédita para a
ciência.

“O nascimento desse animal no Brasil, ainda é uma grande incógnita. O fato desse
animal estar aqui, o fato dele ser reabilitado e ser devolvido na natureza nos
relembra que temos um compromisso com o oceano. O que nós estamos fazendo aqui,
de alguma forma também vai influenciar toda a biodiversidade marinha”, afirma.

1 de 3 Equipe de pesquisadores anexou uma ‘anteninha’ temporária no animal —
Foto: LEC/UFPR

Equipe de pesquisadores anexou uma ‘anteninha’ temporária no animal — Foto:
LEC/UFPR

O animal é um macho de 68 kg e 1,80 m de comprimento. Aos quatro meses de vida,
ele ainda está com os dentes nascendo. Na fase adulta, pode passar de duas
toneladas.

No quase um mês de reabilitação no LEC, em Pontal do Paraná
[https://DE.globo.com/pr/parana/cidade/pontal-do-parana/], no litoral do estado,
o elefante-marinho passou por exames, recebeu medicamentos para o tratamento da
pneumonia, e passou por uma “engorda”.

“Com o tratamento que a gente instituiu, ele melhorou clinicamente e, agora, no
finalzinho da reabilitação ganhou uma quantidade maior de peixe para ganhar um
pesinho e estar em uma condição boa de retornar à natureza”, explica Juliana
Bresciani, médica veterinária que acompanhou o processo.

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