Eleição em Portugal: Resultados parciais apontam para segundo turno entre esquerda e extrema direita

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Eleição presidencial coloca Portugal diante de possível segundo turno

Resultados parciais indicam disputa acirrada entre esquerda e extrema direita

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL COLOCA PORTUGAL DIANTE DE POSSÍVEL SEGUNDO TURNO

RESULTADOS PARCIAIS INDICAM DISPUTA ACIRRADA ENTRE ESQUERDA E EXTREMA DIREITA

18 de janeiro de 2026, 18:30 h

Eleições-Portugal (Foto: REUTERS/Pedro Nunes) Apoie o 247 [/apoio]Siga-nos no Google News [https://news.google.com/publications/CAAqBwgKMPm1uQIwyvUg?ceid=BR:pt-419&oc=3]

247 – A votação da eleição presidencial em Portugal foi encerrada neste domingo (18) às 20h no horário local, e os primeiros resultados parciais indicam um cenário de disputa acirrada entre candidatos da esquerda e da extrema direita. As informações foram divulgadas pela agência Reuters após o fechamento das urnas.

De acordo com a apuração parcial, o candidato socialista António José Seguro aparece na liderança, com 30,55% dos votos válidos, seguido por André Ventura, da extrema direita, que soma 26,9%. A contagem ainda não foi concluída, e os percentuais podem sofrer alterações ao longo da apuração.

CONTEXTO DE FRAGMENTAÇÃO POLÍTICA E ALTA PARTICIPAÇÃO

Cerca de 11 milhões de eleitores foram convocados às urnas menos de um ano após as últimas eleições legislativas, que renovaram o Parlamento português e resultaram na formação de um governo minoritário de centro-direita. O pleito atual ocorre em um contexto de elevada fragmentação política.

Pesquisas divulgadas antes da votação indicavam que a taxa de abstenção poderia variar entre 37% e 43%. Caso esses números se confirmem, a eleição presidencial de 2026 poderá registrar a maior participação desde 2006, quando Aníbal Cavaco Silva foi eleito.

ATRIBUIÇÕES PRESIDENCIAIS E FIM DO MANDATO DE REBELO DE SOUSA

Em Portugal, o presidente exerce a função de chefe de Estado, com atribuições majoritariamente cerimoniais, enquanto o primeiro-ministro é responsável pela condução do governo. Em situações de crise institucional, o cargo presidencial ganha maior relevância, incluindo competências como a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições.

O atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, encerra seu segundo mandato após quase dez anos no Palácio de Belém e não pode concorrer novamente, conforme determina a Constituição. A impossibilidade de reeleição abriu espaço para uma disputa inédita e mais pulverizada.

POSSIBILIDADE DE SEGUNDO TURNO PELA PRIMEIRA VEZ EM QUATRO DÉCADAS

Segundo a legislação eleitoral portuguesa, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno será realizado em 8 de fevereiro. Se confirmado, será a primeira vez em cerca de 40 anos que a eleição presidencial do país não será definida já no primeiro turno.

Embora apareça em segundo lugar nos resultados parciais, André Ventura enfrenta índices elevados de rejeição, próximos de 60%, segundo levantamentos recentes. Ainda assim, uma eventual ida ao segundo turno ampliaria o peso político do partido de extrema direita Chega no cenário institucional português.

AVANÇO DA EXTREMA DIREITA ALTERA PADRÃO HISTÓRICO

Ao todo, onze partidos lançaram candidatos. O avanço do Chega, que se tornou a segunda maior força política nas últimas eleições parlamentares, alterou o padrão histórico de alternância entre socialistas e sociais-democratas na disputa pela Presidência.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas nos dias anteriores à eleição indicavam variações significativas entre os principais candidatos, além de um contingente expressivo de eleitores indecisos. Analistas ouvidos pela Reuters apontam que a instabilidade política dos últimos anos contribuiu para a fragmentação do eleitorado.

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