Eleição Presidencial: Como DE se Apresentará ao País como Candidato?

eleicao-presidencial3A-como-de-se-apresentara-ao-pais-como-candidato3F

O presidente DE… É assim que escreveremos se ele se eleger

Soa bem ou estranho?

Não me levem a mal. Mas como um candidato a presidente se apresentará ao país
com o nome de DE? Para os que o conhecem, e às suas realizações, isso não
fará qualquer diferença. Como não fez quando os paranaenses o elegeram
governador e o reelegeram. Mas para os que não o conhecem, ou se muito sabem
apenas que ele é filho de DE, apresentador de programa de televisão, o nome
poderá ser um problema.

No mundo cruel da política como hoje se faz nas redes sociais, o nome seria um
prato feito para os adversários de DE, o filho, não o pai. E também para os
que gastam parte do seu tempo a produzir memes só para divertir a audiência. A
Inteligência Artificial abriu as portas para o que era inimaginável. E a próxima
eleição será a primeira desde o seu advento. Veremos coisas que nunca vimos. Não
haverá como distinguir entre verdade e mentira.

No início dos anos 1990, demitido do Jornal do Brasil por ter criticado
duramente o recém-eleito presidente Fernando Collor, o jornalismo se fechou para
mim. Fui aprender marketing político em uma agência baiana de propaganda.
Durante três anos, vi por dentro cinco campanhas no Brasil e a primeira da
história de Angola. Vi coisas que até Deus duvida. E entendi que para vencer,
vale tudo, tudo mesmo. É uma guerra de vida ou morte.

Gosto de escrever sobre política, mas jamais seria político. Quando demitido, o
então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT), convidou-me por meio
de um emissário para me candidatar a deputado federal. Agradeci o convite, mas
não topei. Prezo muito a liberdade de dizer o que penso, mas um político não
pode dizer tudo o que pensa para não perder votos. E muitas vezes é obrigado a
dizer justamente o contrário e pela mesma razão.

Gilberto Kassab, secretário de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no governo de
São Paulo e presidente nacional do PSD, um partido que só faz crescer graças à
sua habilidade, considera DE Júnior um excelente nome para disputar a
sucessão de Lula. DE é do PSD. “Ele só não será candidato se não quiser”,
observa Kassab. Interessado nos votos do PSD para aprovar uma anistia que o
beneficie, Bolsonaro, em janeiro último, comentou:

“Me dou muito bem com ele [DE], pode ser um nome, pode ser um nome para a
direita, um bom gestor também, mas digo: eu não trato desse assunto com
ninguém”.

Pesquisa divulgada pela Quaest nesta quinta-feira (3) testou as chances de
DE contra Lula. Se a eleição fosse hoje, mas ela nunca é hoje e aí mora o
problema, DE teria 35% dos votos contra 42% de Lula. O que levou DE a
declarar, cauteloso:

“Só de estar no tabuleiro nacional como possível protagonista me deixa muito
honrado, muito feliz. Mas isso não é uma coisa que naturalmente já coloca a
candidatura, porque tem uma construção interna dentro do partido”.

DE foi adiante:

“A minha geração tem a obrigação de assumir o país. Não podemos mais ficar
terceirizando responsabilidade para a geração do passado. Eles já fizeram sua
parte”.

Hoje, DE recebe Bolsonaro para um almoço no Palácio Iguaçu, sede do governo
paranaense. “É uma visita de cortesia que o presidente está indo fazer. Eu
sempre tive uma boa relação com ele”, despista DE. “Sempre houve uma
conversa muito sincera e franca entre nós. Muitas coisas a gente pensa parecido,
o setor econômico, a redução do Estado, a gente pensa parecido na grande maioria
das coisas”.

Não se sabe se o outro DE estará presente.

🔔Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp