Neves Paulista terá nova eleição para definir prefeito no domingo
Votação acontece após anulação dos votos do candidato mais votado em 2024. Desde
então, o presidente da Câmara segue no comando interinamente.
Neves Paulista (SP) terá nova eleição para a definição do prefeito neste domingo (6). A decisão foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (DE) após a anulação dos votos do candidato mais votado nas eleições de 2024, Reginaldo Guinu (PL), que foi condenado por furto e declarado inelegível.
A eleição suplementar ocorrerá das 8h às 17h e seguirá as mesmas regras do pleito anterior. Até a posse do novo prefeito, a cidade está interinamente sob comando do presidente da Câmara Municipal, Edenilson Rosseli (Republicanos). Duas chapas participam da disputa eleitoral neste domingo (confira os nomes abaixo).
Neves Paulista tem 7.084 eleitores, segundo o TSE. A votação acontecerá nos mesmos locais usados no primeiro turno de 2024, sendo 22 seções distribuídas em quatro locais.
O resultado da votação será divulgado no mesmo dia, logo após a contabilização dos votos nas urnas. O candidato eleito tomará posse assim que a Justiça Eleitoral homologar o resultado.
Veja as chapas que disputam a eleição suplementar:
– Betinho Milani (PSD/prefeito) e Sirlei Maria da Costa (PSD/vice-prefeita);
– Kiko Rossali (PL/prefeito) e Hélio Carvalho (Podemos/vice-prefeito).
Quem são os candidatos?
– Gilberto Martinelli Milani Junior é natural de Neves Paulista, tem 42 anos, é casado, possui ensino médio completo e atua como agrônomo.
– Norival Donizeti Rossali é nascido em Neves Paulista, tem 59 anos, é casado, possui ensino médio completo e atua como bancário e economiário.
O QUE LEVOU À ANULAÇÃO DOS VOTOS
Reginaldo Guinu recebeu 2.020 votos no primeiro turno, o equivalente a 38,55% dos votos válidos, mas teve a candidatura anulada devido a uma condenação judicial. Em 2020, ele foi sentenciado por furtar a fiação elétrica de uma propriedade rural em Bady Bassitt (SP), o que o tornou inelegível por oito anos, de acordo com a legislação eleitoral.
Mesmo após tentativas de reverter a decisão no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e no TSE, ele não conseguiu reverter a inelegibilidade. O trânsito em julgado do processo ocorreu em 13 de dezembro de 2024, impedindo qualquer novo recurso.
Com isso, os votos recebidos por Guinu foram anulados, tornando necessária a realização de um novo pleito. No total, a cidade teve 5.788 votos no primeiro turno da eleição anulada em 2024, com um índice de abstenção de 18,57%.