Em Goiânia, pacientes de diabetes sobrevivem com doação de insumos

Prefeitura diz que segue atendendo as necessidades com o que há em estoque, até a regularização com a chegada de um novo fornecedor

A novela sobre a falta de insumos e bomba de insulina para pessoas com diabetes em Goiânia pode chegar ao fim na próxima sexta (13). A Prefeitura se comprometeu a agilizar o processo de renovação do contrato em uma reunião realizada nesta quinta-feira (5) na Câmara Municipal com a presença de 50 pacientes e familiares, aproximadamente. 

O grupo formado por 193 pessoas com diabetes está recebendo doações da única empresa que distribui o equipamento e mantinha contrato com o município. O dispositivo computadorizado injeta insulina continuamente no corpo do paciente e ajuda a monitorar e controlar os níveis de glicose. No entanto, ele funciona somente com insumos específicos, a exemplo de cateter, sensores, aplicadores e transmissores.

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Embora a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alegue ofertar insumos em estoque para o grupo, o vice-presidente da Associação Metropolitana de Atenção ao Diabético (Amad), André Fabrício, contesta  a versão. Ele afirma que nenhuma das quase 200 pessoas na fila está recebendo assistência. Segundo o representante, problemas no programa municipal de saúde voltado a essa população são recorrentes.

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“Hoje, se a gente fosse pagar por conta própria, esses insumos sairiam por R$1,8 mil mensais. A situação não está pior porque recebemos doações. Tenho distribuído cerca de três cateteres para cada paciente, que duram dez dias. Se a Prefeitura cumprir o prometido, teremos os kits até quinta ou sexta da semana que vem, mas com muito sacrifício. Esse é o pior corte no programa nos últimos 20 anos”, destaca.

O encontro de vereadores com parte do grupo de pacientes resultou em requerimento direcionado ao secretário municipal de saúde, Durval Pedroso. No documento, eles pedem a reposição dos itens necessários por meio de dispensa de licitação para agilizar a normalização do serviço e que sejam contratados insumos por um ano, no mínimo. De acordo com o vereador Mauro Rubem, ficou acertado que a Prefeitura vai agilizar ao máximo esse processo de compra emergencial e quando o dinheiro estiver empenhado já poderão refazer o contrato.

Confira a nota sobre o assunto enviada pela SMS para a reportagem:

“Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) assiste 193 pacientes com a bomba de infusão de insulina. Goiânia é a única cidade do Brasil que oferta com esse tipo de atendimento que não é contemplado em nenhuma política pública, portanto, é financiado exclusivamente pelo município. No país, há somente duas empresas que fornecem as bombas e insumos, o que tem dificultado a concorrência.

“Em 12 de abril, a empresa que tinha contrato com o município para oferecer bombas e insumos aos pacientes, comunicou que não tinha mais interesse em manter o atendimento. Diante disso, a SMS abriu processo emergencial de compra de insumos, uma vez que os pacientes continuarão com as bombas. Por enquanto, os insumos restantes continuam sendo ofertados aos pacientes que seguem sendo assistidos em suas necessidades pelos profissionais da SMS.”

 

 

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