Em Goiás, polícia prende suspeitos de aplicar golpes de R$ 3 milhões pelo WhatsApp

Operação acontece simultaneamente em outros três estados: Roraima, Pará e Minas Gerais

Desde as 6h desta terça-feira (5), 300 policiais civis cumprem mandados de busca, apreensão e prisão preventiva contra mais de 40 pessoas suspeitas de aplicar golpes em aplicativo de mensagem. A polícia suspeita que a principal articulação venha de Goiás, mas a operação acontece em outros três estados: Roraima, Pará e Minas Gerais.

São 41 mandados de prisões preventivas; 56 de buscas domiciliares, além de bloqueios e sequestros de contas cadastradas e sequestros de contas em cripto ativos. Segundo a polícia, a Operação 2 Face busca desarticular possível organização criminosa com atuação, predominantemente, em Goiás.

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O grupo, segundo as investigações, começava o golpe buscando fotos das vítimas em redes sociais e no próprio WhatApp. Depois, com o cruzamento de informações, entrava em contato com familiares e amigos próximos, identificados pelos criminosos via rede social, informando a troca do telefone, usando chip cadastrado e a foto. Depois, os criminosos pedem transferência em dinheiro, se passando pela vítima, afirmando que o aplicativo do banco está com problema.

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A estimativa é de que os golpes tenham causado prejuízo de R$ 3 milhões, no total. Só no estado de São Paulo, a suspeita é de que a organização criminosa tenha aplicado pouco mais de 600 golpes. Foi em território paulista que a investigação começou, depois que uma vítima de Presidente Prudente buscou a polícia por ter tido prejuízo de R$ 34,3 mil, no dia 11 de agosto de 2021. A partir daí, os policiais perceberam vários casos parecidos, tanto por denúncias quanto por relatos em redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, todos os suspeitos presos permanecerão nos estados de origem e serão indiciados pela prática do crime de estelionato eletrônico, falsidade ideológica, falsa identidade, integrar organização criminosa, além do ilícito de lavagem de dinheiro.

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