Empresário é indiciado por homicídio após matar gari em BH: esposa da delegada envolvida. Justiça busca por condenação e justiça.

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O Diário do Estado relembra o caso do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça, após matar o gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Civil, Renê tinha “fascínio” por armas e pelo cargo de delegada de sua esposa, Ana Paula Nogueira. A investigação apontou que a servidora pública sabia que o marido utilizava suas armas com frequência.

As investigações revelaram imagens de Renê exibindo e disparando armas em seus celulares, o que levou a polícia a acreditar que ele possivelmente compartilhava esses conteúdos com pessoas próximas. O delegado Evandro Radaelli afirmou que o empresário demonstrava um “poder” ao utilizar armas de fogo e que ele estava mais preocupado com sua pressa do que com o trabalho dos garis.

O crime ocorreu em agosto, quando Renê se irritou com um caminhão de coleta de lixo que bloqueava a rua e disparou contra Laudemir, que infelizmente não resistiu aos ferimentos. O inquérito policial concluiu que o empresário foi indiciado por homicídio qualificado e ameaça, com pena de até 35 anos de prisão. Além disso, sua esposa, a delegada Ana Paula, também foi indiciada por porte ilegal de arma por emprestá-la ao marido.

As análises dos celulares indicaram que Renê realizou pesquisas sobre as consequências do crime e que a delegada sabia do uso frequente da arma por ele. A Polícia Civil apontou que Renê demonstrava um “fascínio” em estar armado, e Ana Paula foi indiciada por ceder ou emprestar a arma, crime passível de prisão. O Ministério Público analisará o caso para eventual denúncia à Justiça.

Após a prisão do empresário, a filha de Laudemir entrou com uma ação judicial solicitando indenização por danos morais, pensão alimentícia e custeio de tratamento psicológico. O Diário do Estado reforça a importância da justiça ser feita e que casos como esse não podem passar impunes. A sociedade clama por segurança e respeito às leis, para que tragédias como essa não se repitam.

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