O que se sabe sobre o caso do empresário preso após se passar por médico no
litoral de São Paulo
Wellington Augusto Mazini Silva, de 28 anos, foi preso em Cananéia (SP) após ser
flagrado se passando por médico na UBS do Centro. Ele utilizava o registro
profissional de um médico, que é sócio dele.
Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em
Cananéia — Foto: Redes sociais e Reprodução
O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, 28 anos, foi preso após se passar
por médico em Cananéia, no litoral de São Paulo. Ele apresentava o CRM de um
médico sócio em clínica de São Paulo e realizava exames de ultrassom em
pacientes na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro da Cidade.
A Polícia Civil descobriu o falso médico após uma denúncia feita por uma
paciente. O empresário foi preso na quarta-feira (7). A Prefeitura de Cananéia
lamentou o ocorrido, instaurou uma sindicância administrativa e disse que os
procedimentos realizados em pacientes serão remarcados (veja mais abaixo).
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Veja, nesta reportagem, o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:
1. Quem é o falso médico?
2. Como ele atuava?
3. Como foi descoberta a fraude?
4. O que foi encontrado com ele?
5. O que disse o falso médico?
6. O que dizem os demais envolvidos?
7. O que falta esclarecer?
QUEM É O FALSO MÉDICO?
O empresário Wellington Augusto Mazini Silva, 28 anos, foi preso na quarta-feira
(7) em Cananéia (SP) após se passar por médico na Unidade Básica de Saúde (UBS)
do Centro.
COMO ELE ATUAVA?
Ele se passava por médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro de
Cananéia.
Wellington usava o CRM de um médico, que é sócio dele em uma clínica de São
Paulo. Ele realizou exames de ultrassom em pacientes na UBS.
COMO FOI DESCOBERTA A FRAUDE?
A fraude foi descoberta por um paciente, que denunciou o caso ao diretor de
Saúde do município.
A Polícia Civil foi acionada e constatou que Wellington não apresentou
documentação que comprovasse ser médico, embora tenha alegado atuar na área aos
agentes.
O QUE FOI ENCONTRADO COM ELE?
A polícia encontrou carimbo de outro médico, blocos de receituários de
diferentes clínicas e um cadastro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo
(Cremesp) de outro profissional junto com ele.
O QUE DISSE O FALSO MÉDICO?
Wellington alegou, de forma informal, que receberia R$ 2 mil pelos serviços
prestados. Ele foi autuado por exercício ilegal da medicina, crime que prevê
pena de até dois anos de prisão.
Ao DE, o advogado Celino Barbosa de Souza Netto, que defende Wellignton no caso,
afirmou que vai recorrer da decisão que manteve a prisão do cliente e provará a
inocência dele no decorrer do processo.
O QUE DIZEM OS DEMAIS ENVOLVIDOS?
A prefeitura informou que o verdadeiro médico foi regularmente contratado pela
empresa gestora do sistema municipal de saúde, com apresentação de toda a
documentação exigida, incluindo CRM válido.
“Contudo, quem compareceu à unidade para prestar o serviço foi outra pessoa, que
se fez passar pelo profissional, utilizando documentos falsos apresentados a
servidores municipais e à autoridade policial”, disse a administração.
A prefeitura informou que identificou a fraude e garantiu que todas as
providências já foram adotadas. Todos os pacientes atendidos na terça-feira (6)
estão sendo reconvocados para repetir os exames na próxima terça-feira, dia 13
de janeiro.
“A Prefeitura de Cananéia lamenta o ocorrido, apresenta desculpas à população e
informa que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa
gestora, para apurar responsabilidades, identificar falhas e fortalecer os
mecanismos de controle, prevenção e governança”.
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