O endividamento do Corinthians subiu e chegou a R$ 2,6 bilhões ao final do primeiro trimestre deste ano. A informação consta em relatório anexado ao processo do Regime Centralizado de Execuções (RCE) do clube, que ainda aguarda homologação pela Justiça.
O documento é formulado pela Laspro Consultores, administradora judicial responsável pela RCE do Corinthians, com base em informações fornecidas pelo clube. Estes são os dados oficiais mais atualizados sobre a situação econômica do Timão, já que desde fevereiro a diretoria alvinegra não divulga balancetes financeiros.
Ainda de acordo com o relatório, o Corinthians fechou o primeiro trimestre deste ano com déficit de R$ 16,4 milhões. Considerando apenas o departamento de futebol, o Timão tinha as contas no azul até março deste ano, registrando superávit de R$ 15,5 milhões. Porém, o clube social e os esportes amadores apresentaram déficit de R$ 31,9 milhões.
Os consultores apontam a gravidade da situação financeira do Corinthians: “O Índice de Endividamento Geral demonstra o percentual que as dívidas constituídas representam de seus ativos totais, sendo consideradas as disponibilidades, recebíveis e bens, em que o cenário ideal se faz em até 100%, ou seja, quando o total de dívidas é inferior ou igual aos ativos. Desta maneira, nota-se que em 31 de março de 2025, a Requerente registrou situação insatisfatória de 120%, uma vez que a totalidade das obrigações constituídas é superior aos seus bens e direitos”, diz trecho do relatório.
O Timão pretende fechar nas próximas semanas o balancete do primeiro semestre de 2025, que apresentará um quadro mais atualizado das finanças do clube. A diretoria argumenta que a demora na divulgação dos balancetes foi causada pela troca de gestão, com o impeachment do ex-presidente Augusto Melo.
O Corinthians também trabalha para formular uma revisão orçamentária, que será levada a votação no Conselho Deliberativo. Reforçando o compromisso com a transparência e a saúde financeira do clube, a diretoria está empenhada em encontrar soluções para reverter a situação e garantir a estabilidade econômica a longo prazo.