Energia elétrica, gás e combustíveis são os vilões da inflação em Goiânia

Preço do etanol dispara em Goiânia, acima da projeção do governo federal

Inflação do mês deve continuar em alta

Os reajustes da energia elétrica (26,38%), do gás de cozinha (3,83%), da gasolina comum (6,60%) e do etanol (7,55%) pressionaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Goiânia, em outubro, que chegou a 1,16%, muito acima da taxa do mês de setembro (0,03%). Este índice foi o mais alto dos últimos 15 meses e surpreendeu até mesmo os pesquisadores do Instituto Mauro Borges (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).

Segundo o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, economista Marcelo Eurico de Sousa, esta disparada da inflação é um desastre para o orçamento das famílias, principalmente aquelas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 4.685,00), que já estão sofrendo com a perda do poder aquisitivo. Ele alerta que a inflação deste mês ainda poderá continuar em alta já que há resíduos do aumento da conta de energia a ser computada agora em novembro e os preços dos combustíveis não param de subir.

Outros quatro grupos de despesas também influenciaram e ajudaram a confirmar o resultado positivo da inflação de Goiânia, no mês passado: artigos residenciais (0,79%), saúde e cuidados pessoais (0,30%), educação (0,26%) e despesas pessoais (0,02%), além da habitação (5,66%), onde estão computados a energia elétrica, o gás de cozinha e o aluguel residencial, e o transportes (1,56%).

Marcelo Eurico cita que, se não fosse a queda dos produtos alimentícios (-0,21%), que pelo 7º mês consecutivo registrou variação negativa, a inflação de Goiânia, do mês de outubro, teria sido consideravelmente maio. Também contrabalancearam à alta da inflação, com variação negativa, os grupos do vestuário (-0,66%) e comunicação (-0,85%).

Alimentação
No mês passado, os produtos que contribuíram para a variação negativa de -0,21% do grupo alimentação foram: feijão carioca (-9,63%), feijão preto (-1,98%); ovos grandes/extras (-5,05%); abobrinha (-25,30%); leite LV (-1,74%), leite em pó integral (-6,13%), leite condensado (-2,90%), creme de leite (-2,45%); açúcar (-4,10%), sorvete (-5,66%) e achocolatado (-3,89%). E ainda, melancia (-12,68%); banana prata (-15,06%), maçã (-4,14%); macarrão (-1,37%); carne suína: pernil (-2,30%), lombo (-4,26%); pão de forma industrializado (-6,12%), rosca doce (-4,77%), pão de queijo (-2,79%); as carnes bovinas paleta (-5,24%) e coxão mole (-2,88%); linguiça toscana (-1,55%); cebola (-1,89%) e café moído (-1,50%).

Já a alimentação fora do domicílio deu sinais de alta (0,95%), puxado pelo almoço a peso (0,91%); lanche: sanduíche misto/bauru (5,27%) e o refrigerante 290ml (1,12%).

Dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente pelos técnicos do IMB/Segplan, 87 apresentaram elevação, 30 ficaram estáveis e 88 tiveram variação negativa.

Cesta básica
Devido à queda dos alimentos, pelo 7º mês consecutivo, o custo da cesta básica para o trabalhador goiano que ganha um salário mínimo (R$ 937,00) ficou em R$ 298,81, uma queda de 0,06% em relação ao valor registrado em setembro passado.

No acumulado do ano, o custo da cesta básica, composta por 12 itens, já caiu 11,97% na comparação com igual período do ano passado, e -14,41% no acumulado dos últimos 12 meses.

Em outubro, na comparação com setembro, dos 12 itens da cesta básica cinco tiveram alta: farinha/massas (0,29%), legumes/tubérculos (3,37%), pão (1,92%), margarina (0,48%) e óleo de soja (3,63%). Os demais registraram queda: carne (-0,26%), leite (-1,74%), feijão (-7,32%), arroz (-0,41%), café (-1,50%), açúcar (-4,10%) e frutas (-3,02%).

Fonte: Comunicação Segplan

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