As taxas dos títulos do Tesouro Direto estão em queda nesta sexta-feira (23), acompanhando a entrada de capital estrangeiro em ativos locais. Os títulos prefixados apresentam recuos significantes em relação à sessão anterior. Por exemplo, o Tesouro Prefixado 2028 passou de 13,02% para 12,97% ao ano. No segmento de papéis indexados à inflação, também houve desvalorização. O Tesouro IPCA+ 2029, por exemplo, saiu de 7,89% para 7,85% de juros reais. Esse movimento está relacionado ao fortalecimento do apetite por risco no mercado local e à redução dos juros no exterior.
A bolsa brasileira tem avançado firmemente, beneficiada pela atuação de investidores estrangeiros e pela queda nos rendimentos dos Treasuries internacionais. Sem notícias negativas relevantes sobre o Brasil, o mercado tem aproveitado o ambiente externo favorável para comprar ativos locais, impulsionando tanto as ações quanto a redução das taxas dos títulos públicos. Esse cenário é atribuído ao ‘pacote Brasil’, favorecido pela rotação global de portfólios para mercados emergentes e pela diminuição das tensões geopolíticas recentes.
Apesar do alívio nas taxas, elas ainda se encontram em patamares elevados historicamente, principalmente nos títulos indexados à inflação de longo prazo. Isso demonstra que o mercado ainda mantém cautela mesmo com a melhora do humor geral. O movimento de queda das taxas, observado nas últimas sessões, acompanha a valorização do real frente ao dólar e o fluxo externo direcionado à bolsa brasileira, indicando uma busca por ativos locais em um cenário mais positivo.




