Entrada de Drogas e Celulares em Presídios do Rio: Desafios e Soluções

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A utilização de drones por criminosos para o arremesso de drogas e celulares dentro das penitenciárias do Rio de Janeiro tem se tornado uma preocupação cada vez maior para as autoridades. Além disso, problemas com a segurança são intensificados por visitantes e agentes que tentam burlar o sistema de revista utilizando truques como ‘rechear’ chinelos e caixas de leite com entorpecentes. Essa prática, embora ainda incipiente, vem ganhando potencial e sofisticação, representando um novo desafio em unidades penitenciárias já pressionadas por tentativas criativas de entrada de ilícitos.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) tem observado uma crescente utilização de drones para levar drogas e celulares para dentro das cadeias do Rio de Janeiro. Embora os números de apreensão de drones ainda sejam baixos, as autoridades alertam para a necessidade de atenção constante a essa nova modalidade de crime. A prática já resultou em apreensões significativas de entorpecentes e celulares, colocando em evidência a importância de medidas preventivas e integradas para coibir o uso desses equipamentos em atividades ilegais no entorno das unidades prisionais.

Para combater essa nova forma de entrada de ilícitos, a Seap tem investido em tecnologias como escâneres corporais e bloqueadores de sinal na entrada dos presídios. Além disso, um projeto de instalação de bloqueadores de celular, sinal de internet e drones em todas as 49 unidades prisionais do estado está em andamento. A implementação desses equipamentos representará um investimento significativo de R$ 431,5 milhões e deve ser concluída até o início de 2027.

No entanto, a criatividade dos comparsas dos presos ainda se destaca nas tentativas de entrada de ilícitos nos presídios. Recentemente, agentes flagraram visitantes e até mesmo policiais penais tentando transportar drogas e celulares de formas inusitadas, como escondidos dentro de chinelos ou caixas de leite. A Seap reforça que atua com tolerância zero em relação a essas práticas ilegais e enfatiza que a grande maioria dos policiais penais atua com seriedade e compromisso.

Diante de casos insólitos, como o da mulher que tentou entrar com uma grande quantidade de drogas e celulares em um presídio, a Seap adotou medidas imediatas, incluindo a suspensão das visitas por tempo indeterminado e o afastamento de autoridades responsáveis pela segurança da unidade. A transferência dos presos considerados líderes de facção para um presídio de segurança máxima também foi uma medida preventiva adotada para garantir a integridade e a segurança no sistema prisional.

A utilização de drones e as tentativas criativas de entrada de ilícitos nos presídios do Rio de Janeiro representam desafios constantes para as autoridades responsáveis pela segurança nessas unidades. A implementação de tecnologias avançadas e a adoção de medidas preventivas e integradas são essenciais para combater essas práticas ilegais e garantir a ordem e a segurança no sistema penitenciário. A atuação constante e firme das autoridades é fundamental para coibir essas atividades criminosas e proteger a sociedade como um todo.

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