Equipe de Bolsonaro vive tensão pré-pesquisa eleitoral após prisão de Milton Ribeiro

Está prevista para esta quinta-feira, 23, divulgação de um novo levantamento pelo Datafolha. Entrevistas estavam sendo feitas quando ex-ministro foi detido pela PF

Inferno astral. Esse é o cenário enfrentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e os apoiadores dele, nas últimas semanas. Não faltaram motivos para elevar a preocupação quanto a popularidade do presidente que buscará a reeleição em 2022. A situação ficou ainda mais tensa entre a quarta e a quinta, 22 e 23, já que o clima é de pré-pesquisa eleitoral.

Está prevista a liberação de uma nova pesquisa Datafolha nesta quinta-feira (23). E a prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, aliado que Bolsonaro disse que “colocaria a cara no fogo”, pode jogar um banho de água fria nas expectativas de sua equipe de campanha que esperava melhora no desempenho do presidente no novo levantamento.

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O clima de apreensão é justificado ainda porque o principal adversário de Bolsonaro, o ex-presidente Lula, já despontava nas pesquisas anteriores como o favorito nas intenções de votos. Agora o episódio no MEC derruba a bandeira do combate a corrupção tão pregada por bolsonaristas que seria usada  novamente como trunfo de seu projeto eleitoral.

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Na última pesquisa Datafolha, divulgada no final do mês de maio, Lula apareceu com 48%  fazendo frente a Bolsonaro que somou 27% da preferência dos eleitores. Agora é aguardar para ver o estrago que escândalo de corrupção no Ministério da Educação trará para a pré-campanha de reeleição do presidente.

O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso pela Polícia Federal na manhã da última quarta-feira (21) na operação que investiga a existência de um gabinete paralelo no MEC. A atuação era para fazer liberação de verbas a prefeituras indicadas por pastores evangélicos em troca de propina.

Fora isso, existe ainda a crise econômica enfrentada pelo País, provocada principalmente pelas frequentes altas nos preços combustíveis. Por enquanto, nenhuma medida adotada pelo governo federal surtiu efeito no valor que o consumidor está pagando pelos produtos nas bombas.  O estrago tá feito, agora é esperar para ver.

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