Time diz ter sido impedido de disputar torneio de carimba após escalar jogadora trans. A equipe de carimba alega ter sido vetada em um torneio esportivo em Fortaleza pelo fato de contar com uma jogadora trans em sua formação. Emilly Lima, integrante do time Destemidas do Carimba, registrou um boletim de ocorrência após se deparar com o impedimento de participar da competição poucas horas antes do início do evento. A Polícia Civil está investigando o caso de possível discriminação por identidade de gênero.
A organização do torneio, denominado “Amistosão do Carimba”, foi rápida em negar qualquer ato discriminatório, justificando a decisão com base na natureza feminina da competição e a recusa de outras equipes em jogar contra um time que tivesse uma atleta trans em seu elenco. O embate entre o time e a organização teve início após a divulgação da escalação nas redes sociais, evidenciando um conflito de interesses e visões sobre a participação de mulheres trans no esporte.
Emilly Lima relata ter vivenciado transfobia e sofrido com a exclusão do torneio. Mensagens com teor discriminatório circularam em grupos de mensagens, abalando a jogadora. A atleta contesta a alegação de vantagem competitiva, destacando que a presença de mulheres trans em competições femininas não oferece benefícios significativos, citando exemplos de torneios vencidos por times exclusivamente de mulheres cis.
O advogado Willian Carvalho, responsável pelo caso, aponta para possíveis violações de direitos fundamentais e práticas discriminatórias por parte da organização do evento. Ele ressalta a importância de não normalizar casos de discriminação por identidade de gênero e orienta as vítimas a reunir provas e buscar apoio jurídico adequado para garantir que seus direitos sejam respeitados.
A repercussão do ocorrido levanta questões tanto legais quanto sociais envolvendo a participação de atletas trans em competições esportivas. O episódio em Fortaleza destaca a importância da garantia de acesso ao esporte de forma digna e respeitosa, sem discriminação de gênero. É fundamental buscar a conscientização e a promoção da inclusão em todos os espaços esportivos, assegurando que os direitos de todos os atletas sejam respeitados independentemente de sua identidade de gênero.




