Escândalo de corrupção em Turilândia: MP-MA investiga desvio de R$56 mi. Vereadores e prefeito envolvidos. Justiça em ação!

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O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) está investigando um esquema de corrupção na cidade de Turilândia, no interior do estado. Neste esquema, mais de R$ 56 milhões foram desviados da prefeitura, com a participação de vereadores, o prefeito e a primeira-dama. Os vereadores estão sendo ouvidos virtualmente, e segundo as investigações, eles recebiam dinheiro para não questionar prestação de contas do município ou aprová-las sem contestações. Os depoimentos começaram nesta quinta-feira (8) e seguem até sexta-feira (9), quando o prefeito e a primeira-dama serão interrogados.

De acordo com as apurações do MP-MA, os vereadores teriam recebido juntos R$ 2,3 milhões, com destaque para José Ribamar Sampaio, Inailce Nogueira Lopes e Mizael Brito Soares. Empresas de fachada teriam sido criadas para participar de licitações fraudulentas, emitindo notas fiscais por serviços não realizados, mas pagos com dinheiro público da prefeitura. Em troca, os vereadores recebiam suborno para não fiscalizar ou questionar as movimentações.

Após serem adiadas duas vezes, os depoimentos do prefeito Paulo Curió e da primeira-dama estão marcados para sexta-feira (9), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em São Luís. Na semana do Natal, 21 pessoas foram presas, incluindo o prefeito, a primeira-dama e todos os vereadores da cidade. Os vereadores estão em prisão domiciliar, enquanto os demais investigados permanecem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Durante os depoimentos, alguns dos investigados permaneceram em silêncio, exercendo o direito de se calar conforme determina a Constituição. Apenas Gerusa prestou depoimento e negou participação no esquema. Além dos vereadores, outras pessoas também foram ouvidas, como um médico neurocirurgião apontado como agiota, a pregoeira do município, o contador apontado como controlador financeiro dos desvios, e a ex-vice-prefeita. O esquema envolve indícios de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o prefeito Paulo Curió era líder da organização criminosa e destinatário da maior parte dos valores desviados. Ele atuava como ordenador de despesas, direcionador de licitações e pagador com recursos públicos, mesmo sem a comprovação da execução dos serviços. A vice-prefeita Tânia Mendes também era peça-chave no esquema, envolvida na movimentação financeira dos recursos desviados e em dar aparência de legalidade às contratações. A ex-vice-prefeita Janaina Lima é apontada como controladora do Posto Turi, empresa que mais recebeu recursos do município, e era responsável pela retenção de valores. Ela e seu marido teriam tido um papel central no desvio de recursos.

O MP-MA continua as investigações para apurar todas as irregularidades e responsabilizar os envolvidos no esquema de corrupção em Turilândia. A população aguarda por justiça e transparência na gestão pública, visando prevenir e combater atos de corrupção que desviam recursos essenciais para a cidade. Essas ações reforçam a importância da fiscalização e do combate à corrupção em todas as esferas do poder público.

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