Um estudo da KPMG revelou que quase um terço dos cigarros consumidos em 11 países da região das Américas vêm de fontes ilegais, apontando para um mercado paralelo não regulamentado em expansão.
O consumo ilícito de cigarros está em 31,9% em 2025, representando um impacto significativo na economia regional, com perdas de US$ 8,5 bilhões em receitas fiscais perdidas.
O Brasil se destaca como o maior mercado de cigarros ilegais, representando 54% do consumo nos países analisados, evidenciando a falta de alinhamento entre regulação e fiscalização.
O crescimento do comércio ilícito é impulsionado por demanda por produtos mais baratos, levando consumidores para o mercado ilegal, onde encontram uma variedade de produtos ilícitos.
As implicações se estendem para além do setor do tabaco, refletindo em perdas fiscais para os governos da região e evidenciando a necessidade de ações coordenadas para combater esse mercado ilegal.
O estudo foi encomendado pela Philip Morris International, enfatizando a importância de políticas públicas e fiscalização mais eficazes para lidar com o comércio ilícito de cigarros na região.
O evento realizado pelo Council of the Americas (COA) em Washington foi palco da apresentação do relatório, reunindo especialistas do governo, da academia e do setor privado para debater o desafio e buscar soluções coordenadas.
Impacto Econômico Regional
A situação do comércio ilícito na região das Américas reflete um desafio crescente que exige respostas imediatas e abrangentes, com impactos que vão além do mercado do tabaco. As perdas fiscais, a falta de regulamentação e fiscalização eficazes, e a migração do consumo para o mercado ilegal são temas que demandam atenção dos formuladores de políticas públicas na região.
A necessidade de enfocar não apenas o setor do tabaco em si, mas as questões mais amplas relacionadas ao comércio ilegal, torna crucial a conscientização e o engajamento de diversos atores para encontrar soluções sustentáveis e efetivas para combater esse problema.
Desafios e Perspectivas
Diante do cenário alarmante apresentado pelo estudo da KPMG, é fundamental que os governos da região das Américas ajam de forma coordenada e estratégica para enfrentar o comércio ilícito de cigarros, combatendo as causas subjacentes e adotando medidas rigorosas de regulamentação e fiscalização. A colaboração entre os setores público e privado, juntamente com a conscientização da sociedade, serão essenciais para reverter essa tendência preocupante.
Conforme o relatório aponta, a persistência do consumo ilegal de cigarros na região destaca a necessidade premente de ações concretas e eficazes para coibir esse mercado paralelo, protegendo não apenas a saúde pública, mas também os interesses fiscais e econômicos dos países da região.



