Um empresário envolvido em um esquema de corrupção de milhões teve sua prisão preventiva substituída por prisão domiciliar pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Celso Eder Gonzaga de Araújo foi preso durante a operação Ícaro, que visava desmantelar um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Na residência dele, foram encontrados esmeraldas, dinheiro em espécie e euros em um cofre. Segundo o Ministério Público, esses valores são indícios de lavagem de dinheiro e possíveis preparativos para fuga.
O STJ decidiu que o empresário deveria cumprir prisão domiciliar até a análise de um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa apontou que o réu enfrenta problemas graves de saúde, o que influenciou na decisão do ministro relator. O processo ainda segue em análise pelo TJSP, que tem 30 dias para julgar o habeas corpus.
Detalhes da Operação
Celso Eder Gonzaga de Araújo é um dos sete réus acusados pelo Ministério Público de São Paulo de participação no esquema de corrupção que desviou milhões dos cofres públicos. A acusação inclui auditores fiscais, a mãe de um dos fiscais e o próprio empresário, apontado como operador do esquema. A denúncia foi aceita pela Justiça e os réus respondem por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Repercussões e Desdobramentos
O esquema envolvia o favorecimento no ressarcimento de créditos tributários para grandes empresas varejistas, como Ultrafarma e Fast Shop, em troca de propinas milionárias. Os auditores fiscais facilitavam o processo, garantindo aprovações rápidas e valores inflados, que eram pagos por meio de empresas intermediárias. Os desdobramentos dessa operação continuam a reverberar no cenário político e econômico brasileiro.



