Nos três primeiros anos do atual mandato, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou a concessão de R$ 206,6 bilhões em empréstimos a estados e municípios, despertando preocupação de especialistas devido ao risco para as contas públicas. O valor inclui operações em moeda nacional e estrangeira, sendo que 83,6% contam com a prerrogativa da União de honrar os pagamentos em caso de inadimplência. Em 2025, o Tesouro Nacional aprovou créditos de R$ 85,8 bilhões, um aumento significativo em relação a 2024. A retomada dos empréstimos após anos de contenção preocupa técnicos e economistas, que veem riscos para a sustentabilidade das contas públicas, principalmente com a desaceleração do PIB e a queda na arrecadação. O governo Dilma Rousseff viveu algo semelhante, com um boom de créditos que culminou na crise dos estados. A Fazenda argumenta que os limites de operação são definidos para garantir que os estados tenham acesso a crédito para investimentos, mantendo resultados primários positivos.



