Cidade do Paraná tem mais de 60% dos votos anulados após condenação de candidatos em esquema de compra de votos com ‘vale-combustível’. Justiça Eleitoral condenou 14 candidatos ao cargo de vereador em Francisco Alves nas Eleições Municipais de 2024. Eles ainda podem recorrer da decisão. Tribunal Regional Eleitoral vai definir se condenação será mantida e como as vagas na Câmara serão preenchidas.
Sete dos nove vereadores de Francisco Alves foram condenados pela Justiça Eleitoral após a investigação de um esquema de compra de votos com “vales-combustível” anulando 64,5% dos votos para vereador de Francisco Alves nas Eleições Municipais de 2024.
A Justiça também determinou que os 14 candidatos condenados fiquem inelegíveis por oito anos — contados a partir das eleições de 2024 —, além da anulação dos votos recebidos. No caso dos sete candidatos que foram eleitos, a Justiça determina também a perda dos cargos.
Caso a decisão seja mantida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, a Câmara Municipal da cidade perderá sete dos nove vereadores eleitos naquele ano, além da anulação de todos os 3.055 votos recebidos pelos 14 candidatos envolvidos no esquema. Francisco Alves tem pouco mais de 8,5 mil habitantes e teve 4.731 votos válidos para vereador em 2024.
A Justiça Eleitoral condenou os candidatos após denúncia de um esquema de compra de votos com a distribuição de “vales-combustível”. Os vereadores condenados ainda podem recorrer da decisão e seguem nos cargos enquanto não se esgotam os recursos. O DE tenta contato com as defesas dos vereadores. Veja lista de vereadores e candidatos condenados abaixo.
O esquema foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Segundo a Promotoria de Justiça de Iporã, os candidatos praticaram atos de abuso de poder econômico “operando um esquema ilícito de distribuição de ‘vales-combustível’ a eleitores em troca de votos e apoio político”.
A denúncia também incluiu Alírio José Mistura (PSD) e Jair Ozório (PSB), prefeito e vice-prefeito eleitos, respectivamente. O MPPR apontou ainda que o posto de combustíveis que emitia os vales pertenceu à família do candidato a prefeito.
O DE tenta contato com as defesas dos vereadores e candidatos condenados, além do prefeito e vice-prefeito para que possam comentar a decisão, mas ainda não teve retorno.




