‘Permanente e ininterrupto há 10 anos’: como funcionava esquema que levou à
prisão do prefeito de Garopaba (SC)
Júnior Abreu (PP) e outros dois foram presos em investigação que apura fraudes
em contratos relacionados à coleta de lixo da cidade, localizada na Grande
Florianópolis.
Prefeito de Garopaba (SC) é preso em operação
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Prefeito de Garopaba (SC) é preso em operação
A investigação que apura vantagens ilegais em editais da coleta seletiva de lixo
em Garopaba [de.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/garopaba/] (SC), e
que levou à prisão do prefeito da cidade
[de.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/01/08/prefeito-garopaba-preso-operacao-policia-civil.ghtml],
Júnior Abreu (PP [de.globo.com/politica/partido/pp/]), começou há pelo
menos 10 anos. Além o gestor, um servidor público e um empresário também foram
detidos preventivamente.
Documento que a NSC TV teve acesso que detalha as investigações que deram origem
à operação da última quinta-feira (8). O Ministério Público de Santa Catarina
[de.globo.com/sc/santa-catarina/]concluiu que o esquema poderia
continuar funcionando se os autores não fossem impedidos.
“Trata-se, portanto, de uma atividade delitiva que vem sendo praticada de
forma permanente e ininterrupta há aproximadamente 10 anos, e continua em
execução nesse exato momento e pode prosseguir sendo executada se os autores
não forem impedidos de prosseguir em tal atividade”, diz trecho.
Batizada de Coleta Seletiva, a ação também afastou dois secretários de Garopaba
da função pública e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão.
Além do prefeito, foram presos preventivamente:
O empresário Joaquim da Silva Pacheco, proprietário da Resamb, empresa
responsável pela coleta de lixo em Garopaba;
Silas Gonçalves, pregoeiro da prefeitura responsável pela licitação que
resultou na contratação da empresa.
Os três continuam presos preventivamente nesta quinta-feira (15). O prefeito
Junior de Abreu Bento teve negado, nesta semana, um pedido de Habeas Corpus pelo
Superior Tribunal de Justiça (STJ).
INVESTIGAÇÃO
A investigação da Polícia Civil mostrou que em 2015 o empresário Joaquim Pacheco
já demonstrava ter uma relação próxima com funcionários da prefeitura.
Em uma mensagem recuperada pela polícia, um dos servidores pede uma contribuição
em uma vaquinha para compra de carne visando uma confraternização. Antes disso,
outro funcionário havia perguntado ao empresário se ele poderia mandar o projeto
básico da coleta de lixo.
“Boa tarde. Pode me mandar esse projeto básico da coleta de lixo que o senhor
alterou para o e-mail”, diz o texto.




