A vice-prefeita de Turilândia, Tânya Mendes, e o marido dela, Hyan Alfredo Mendonça Silva, serão ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) nesta terça-feira (7) em relação a um esquema de corrupção que afetou a administração pública da cidade. Turilândia, localizada a 157 km de São Luís, tem sido atingida por denúncias de desvios financeiros que totalizam mais de R$ 56 milhões.
Ao decorrer das investigações, seis indivíduos foram convocados a depor, sendo que cinco optaram por permanecer em silêncio. A exceção foi Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, responsável pelo Setor de Compras da cidade, que negou veementemente qualquer envolvimento nas práticas corruptas.
A dinâmica do esquema criminoso envolveu a criação de empresas fictícias para a desvio de verbas públicas, particularmente nas áreas de Saúde e Assistência Social. Além dos gestores, foram investigados empresários, servidores, vereadores e um ex-vereador, todos suspeitos de participação nas atividades ilícitas.
Em decorrência das irregularidades, diversos envolvidos foram detidos, com exceção dos vereadores e do presidente da Câmara Municipal de Turilândia, José Luís Araújo Diniz, que estão em prisão domiciliar. Após os depoimentos, o Ministério Público confrontará as declarações com as evidências colhidas, posteriormente formalizando as denúncias.
A operação que desmascarou o esquema corrupto, denominada Tântalo II, evidenciou um meticulously estruturado sistema de corrupção, abarcando práticas como fraude à licitação, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Os responsáveis, incluindo o prefeito e a vice-prefeita, se utilizavam de empresas de fachada para encobrir as transações ilegais.
É fundamental compreender a magnitude do esquema e a participação de cada pessoa envolvida. O prefeito atuava como peça-chave na organização, sendo o destaque principal do desvio de verbas. Já a vice-prefeita, Tânya Mendes, desempenhava um papel essencial no núcleo empresarial, facilitando a movimentação dos recursos desviados.
Outra figura importante era a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima, responsável pelo controle empresarial e retenção de valores. Ginaína e seu marido, Marlon de Jesus Arouche Serrão, desempenharam um papel proeminente no desvio de recursos, com a empresa deles, Posto Turi, recebendo milhões de reais de forma suspeita.
Aprofundando os detalhes do esquema, é de suma importância receber as declarações dos envolvidos e confrontá-las com as evidências coletadas, a fim de garantir a acurácia das investigações. A sociedade espera por justiça e transparência nesse processo, visando restaurar a integridade na administração pública de Turilândia.




