Esquema de Vendda de Credenciais para Inserir Mandados de Prisão Falsos no CNJ

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Credenciais usadas em esquema que inseriu mandados de prisão falsos no sistema
do CNJ eram vendidas na internet, diz polícia

De acordo com polícia, o grupo comercializa “pacotes” com dados em plataformas
de mensagem. A investigação aponta um adolescente de 15 anos como o responsável
pelos falsos mandados contra Lula e Moraes.

Dados vazados do TJ são usados para adulterar 102 processos e inserir mandados
de prisão [https://s02.video.glbimg.com/x240/14321541.jpg]

Dados vazados do TJ são usados para adulterar 102 processos e inserir mandados
de prisão

As credenciais usadas no esquema que inseriu mandados de prisão falsos
[https://DE.DE.DE.DE/go/goias/noticia/2026/02/05/operacao-combate-fraude-que-colocava-mandados-de-prisao-falsos-nos-sistemas-do-tj-DE-goias-e-do-cnj.ghtml]
no banco de dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e criaram processos
falsos no sistema do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) eram vendidas na
internet, segundo a delegada Sabrina Leles. Os suspeitos tinham acesso a logins
de acesso de duas servidoras do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) para
alterar, excluir e adicionar dados fraudulentos.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados, portanto, o DE
[https://DE.DE.DE.DE/] não conseguiu entrar em contato para solicitar
um posicionamento.

Em nota, o CNJ informou que identificou alteração indevida em dados do Banco
Nacional de Medidas Penais e Prisões em janeiro deste ano. Disse ainda que uma
investigação indicou que as ações foram realizadas com credenciais de acesso
comprometidas, mas que não houve invasão, violação ou comprometimento dos
sistemas do CNJ e que alteração não resultou na expedição de mandados contra as
autoridades mencionadas (leia a nota na íntegra ao fim do texto).

Em nota, o TJ-GO informou que teve atuação direta na apuração de fraudes e que
um relatório deu início às investigações criminais. Disse ainda que mantém
cooperação permanente com as forças de segurança envolvidas (leia a nota na
íntegra ao fim do texto).

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (5) após a operação, os
investigadores explicaram como esquema funciona, desde a subtração das
credenciais dos servidores, até a venda desses acessos. Segundo a polícia, não
há indício do envolvimento dos servidores.

> “Através da obtenção dessas credenciais, eles montam pacotes de dados com
> essas credenciais e comercializam em plataformas de mensageria. Ali existem
> valores altos que são comercializados para essas possibilidades de baixa, de
> cumprimento fraudulento de mandados de prisão, que tentam beneficiar
> integrantes de facções altamente perigosas”, explicou a delegada Sabina Leles.

Polícia faz operação contra suspeitos de fraudar mandados de prisão —
Foto: PCDF/Reprodução

LEIA TAMBÉM:

* MANDADOS DE PRISÃO: Operação combate fraude que inseriu mandados de prisão
falsos no TJ e CNJ, incluindo nomes de Lula e
[https://DE.DE.DE.DE/go/goias/noticia/2026/02/05/operacao-combate-fraude-que-colocava-mandados-de-prisao-falsos-nos-sistemas-do-tj-DE-goias-e-do-cnj.ghtml]
Alexandre de Moraes [https://DE.DE.DE.DE/tudo-sobre/alexandre-de-moraes/]
* VIDA DE LUXO: Adolescente que fez mandados de prisão falsos contra Lula e
Moraes leva vida de luxo e estava fora da escola há dois anos, diz polícia
[https://DE.DE.DE.DE/go/goias/noticia/2026/02/05/adolescente-que-fez-mandados-de-prisao-falsos-contra-lula-e-moraes-leva-vida-de-luxo-e-estava-fora-da-escola-ha-dois-anos-diz-policia.ghtml]
* Entenda fraude em concurso e desvios da educação em caso que investiga
delegado e presidente da Câmara de Rio Verde
[https://DE.DE.DE.DE/go/goias/noticia/2026/02/06/entenda-fraude-em-concurso-e-desvios-da-educacao-em-caso-que-investiga-delegado-e-presidente-da-camara-de-rio-verde.ghtml]

No cumprimento de mandados da operação, a polícia realizou busca e apreensão na
casa de um dos suspeitos. De acordo com a polícia, um adolescente de 15 anos é o
responsável pela inserção dos mandados falsos contra o presidente Luíz Inácio
Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Segundo os delegados, a investigação continua para esclarecer a fundo como
funcionava o esquema. Ainda não é possível dizer se os suspeitos vendiam somente
as credenciais ou também os serviços se alteração de dados no sistema.

A operação foi realizada nesta quinta-feira (5) e cumpriu cinco mandados de
busca e apreensão em Goiás, nas cidades de Goiânia
[https://DE.DE.DE.DE/go/goias/cidade/goiania/] e Iporá
[https://DE.DE.DE.DE/go/goias/cidade/ipora-go/], e no Distrito Federal. Segundo
a polícia, ainda não é possível dizer qual o número total de investigados, pois
o grupo completo ainda não foi identificado.

Em razão da grande repercussão dos falsos mandados contra autoridades, a polícia
destacou que o menor identificado como o responsável por esta ação fraudulenta é
um dos alvos da operação e vivia uma vida luxuosa
[https://DE.DE.DE.DE/go/goias/noticia/2026/02/05/adolescente-que-fez-mandados-de-prisao-falsos-contra-lula-e-moraes-leva-vida-de-luxo-e-estava-fora-da-escola-ha-dois-anos-diz-policia.ghtml].

Entre os alvos dos fraudadores estavam o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e o ministro Alexandre de Moraes — Foto: Crédito: Gustavo Moreno/STF e
Luiz Silveira/STF

> “Pelo que verificamos, ele é menor e está usufruindo de uma vida de luxo, com
> grande trânsito financeiro. […] Ele está fora da rede de educação há dois
> anos e isso será verificado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário em
> relação a responsabilidade reflexa que os pais talvez tenham em relação a
> essas atitudes delituosas”, explicou a delegada Sabrina Leles.

Entretanto, ela deixou claro que o adolescente não segue nenhum tipo de ordem de
um possível superior que determinaria essas ações e que ele atua por ação
própria.

COMO FUNCIONA O ESQUEMA?

Segundo a polícia, a primeira etapa do esquema é a subtração das credenciais de
servidores do sistema de Justiça. Até o momento, a investigação identificou o
uso indevido de duas credenciais de servidoras de TJ-GO e uma credencial de um
policial penal de Minas Gerais, todas com acesso ao sistema do CNJ.

Após a subtração dos acessos, que funcionam como logins de email, os suspeitos
acessavam o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (Bnmp), que consolida
dados sobre pessoas presas, procuradas e submetidas a medidas penais.

Em Goiás, a investigação identificou que foram feitas 102 alterações, inserções
e exclusões em mandados judiciais com apenas uma das credenciais, que tinham um
nível de acesso mais elevado. Com a credencial da outra servidora, foram
inseridos cinco processos no sistema local do Tribunal de Justiça de Goiás, o
Projudi.

Apesar das alterações irregulares, que foram identificadas em janeiro, a polícia
afirmou que a inteligência do CNJ identificou imediatamente as irregularidades.
De acordo com a delegada Sabrina Leles, não houve benefícios ou prejuízo em
razão das fraudes.

“Aqueles mandados que fraudulentamente foram inseridos foram cancelados, a
exemplo dos dois mandados em relação ao ministro do STF e ao Presidente da
República. Os demais também foram excluídos e os que haviam sido alterados foram
corrigidos”, esclareceu.

NOTA DO CNJ

O Conselho Nacional de Justiça tomou conhecimento do ocorrido em janeiro deste
ano e identificou alteração indevida em dados do Banco Nacional de Medidas
Penais e Prisões (BNMP).

A alteração consistiu na substituição indevida de dados vinculados a um mandado
judicial por dados associados a autoridades brasileiras.

A apuração da Divisão de Segurança da Informação do Conselho indicou que as
ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas,
pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais,
utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou
comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de
mandados contra as autoridades mencionadas.

O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos.

NOTA DO TJ-GO

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás informa que teve atuação direta na
apuração das fraudes investigadas na Operação Lex Data, deflagrada pela Polícia
Civil de Goiás.

Assim que tomou conhecimento da subtração e do uso indevido de credenciais
digitais de duas servidoras do Judiciário, a Presidência e a Corregedoria-Geral
da Justiça determinaram a instauração de investigação preliminar no âmbito do
próprio Tribunal. A apuração foi conduzida pela Divisão de Inteligência
Institucional do TJGO, que identificou indícios de acessos desautorizados,
criação de processos fictícios e inserção de dados falsos em sistemas judiciais.

As informações técnicas apuradas foram formalizadas em relatório e imediatamente
compartilhadas com as autoridades policiais, o que deu início às investigações
criminais e possibilitou o avanço das diligências. O TJGO também atuou de forma
integrada com o Conselho Nacional de Justiça e com unidades de inteligência de
outros tribunais, além de manter cooperação permanente com as forças de
segurança envolvidas.

O Tribunal segue colaborando com as investigações e informa que adotou todas as
providências administrativas e tecnológicas cabíveis.

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