Estado de SP descarta intoxicação por metanol na morte de adolescente venezuelana
No Estado de SP, a hipótese de intoxicação por metanol foi descartada pela ausência de acidose, sendo o quadro clínico compatível com intoxicação grave por medicamento controlado. 51 intoxicações por metanol já foram confirmadas em São Paulo, com 11 mortes.
Soffia Del Valle Torrealba Ramos — Foto: Arquivo Pessoal
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descartou que a causa da morte da adolescente venezuelana Soffia Del Valle Torrealba Ramos, de 15 anos, tenha sido intoxicação por bebida com metanol.
A TV Globo apurou que a hipótese de intoxicação por metanol foi descartada pela Prefeitura pela ausência de acidose, sendo o quadro clínico compatível com intoxicação grave por medicamento controlado. A suspeita surgiu após a ficha médica do hospital, para onde ela foi levada, apontar possível consumo de bebida adulterada como causa da morte. Com isso, a Polícia Civil passou a investigar se a garota foi intoxicada por metanol. O caso foi registrado como morte suspeita a esclarecer pelo 54º Distrito Policial (DP), Cidade Tiradentes, Zona Leste.
Além do caso de Soffia, outros 563 também foram descartados para metanol. Atualmente, quatro óbitos permanecem sob investigação em Guariba, São José dos Campos e Cajamar.
No total, são 51 casos confirmados para intoxicação por metanol no estado de São Paulo, sendo 11 mortes. O caso confirmado com a vítima mais jovem em São Paulo é o de uma adolescente de 16 anos, moradora do bairro do Itaim Bibi, ocorrido no dia 7 de agosto.
As vítimas que morreram são:
Ricardo Lopes Mira, Marcos Antônio Jorge Júnior, Marcelo Lombardi, Bruna Araújo, Daniel Antonio Francisco Ferreira, Leonardo Anderson, Cleiton da Silva Conrado , Rafael Anjos Martins, Jhenifer Carolina dos Santos Gomes, Felipe Henrique Alves da Silva e Eduardo Barbosa.
Testemunhas relataram que a adolescente passou mal depois de beber gin comprado por amigos dela, na quinta-feira (1º), numa adega, que fica em Cidade Tiradentes. Na segunda-feira (5), policiais prenderam o dono do estabelecimento por ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício. Foram apreendidas diversas garrafas de bebidas destiladas, como uísque, gin, rum e vodka.
Em nota enviada, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo descartou intoxicação por metanol. O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. É altamente perigoso quando ingerido, atacando o fígado e podendo causar cegueira, coma e até a morte.
A Polícia Civil seguiu com as investigações para identificar toda a cadeia de produção e distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol no estado. Foram realizadas prisões e apreensões de materiais utilizados na falsificação.
A recomendação é que estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos. Os sintomas da intoxicação por metanol incluem ataxia, sedação, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia, convulsões e visão turva. Caso suspeite de intoxicação, é fundamental buscar atendimento médico de emergência. O Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) oferece apoio para diagnóstico e orientação.




