Os Estados Unidos e a Rússia estão próximos de alcançar um acordo para extensão do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START), visando evitar o fim do pacto nuclear que expira nesta quinta-feira. Segundo informações do site Axios, as negociações ocorreram nas últimas 24 horas em Abu Dhabi e agora aguardam a aprovação dos presidentes Donald Trump e Vladimir Putin.
A notícia da possível extensão do acordo foi bem recebida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que classificou o término do New START como um “momento grave para a paz e a segurança internacionais”. A expectativa é de que a prorrogação possa trazer estabilidade e confiança mútua entre as duas potências nucleares.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que, com a expiração do tratado, as partes não estão mais vinculadas a quaisquer obrigações ou declarações simétricas. No entanto, em setembro, o presidente Putin declarou estar disposto a continuar cumprindo as restrições do New START por mais um ano após a data limite, desde que os Estados Unidos também se comprometessem de forma recíproca.
A proposta de Putin foi considerada uma boa ideia pelo presidente norte-americano na época, indicando a possibilidade de um acordo ser alcançado. Com a aproximação do prazo final e a importância estratégica do tratado, espera-se que Trump e Putin cheguem a um consenso para evitar o risco de uma escalada militar nuclear entre os dois países.
O New START foi assinado em 2010 e representa um dos últimos acordos de controle de armas entre EUA e Rússia, limitando o número de ogivas nucleares estratégicas em seus arsenais. A renovação do pacto é vista como crucial para manter a estabilidade e segurança global, diante do cenário geopolítico atual marcado por tensões e incertezas.
A comunidade internacional acompanha com atenção as negociações em andamento, na expectativa de que um consenso seja alcançado a tempo de evitar o vencimento do New START. Caso um acordo não seja firmado, as consequências para a segurança internacional podem ser profundas, afetando não apenas os dois países envolvidos, mas todo o cenário geopolítico global.(fullfile)




