O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que o Irã está preparado para uma possível invasão terrestre pelos Estados Unidos. ‘Assim podemos confrontá-los e isso seria um desastre para eles’, disse, acrescentando que novas armas e iniciativas estão a caminho do país, conforme declarado pela Guarda Revolucionária Islâmica.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou na sexta-feira que o Irã está pronto para travar uma guerra prolongada, o que levou analistas a preverem uma intensificação da operação militar dos EUA contra o Irã nos próximos dias. No entanto, ainda não está claro se isso incluiria o envio de tropas terrestres em uma invasão destinada a derrubar a liderança em Teerã.
Abbas Araghchi afirmou que está ‘esperando’ pelas tropas americanas para confrontá-los e afirmou que ‘isso seria um desastre para eles’. Ele também mencionou as mudanças no sistema e nos comandantes, além da futura substituição do líder supremo. Novas armas avançadas do Irã estão a caminho, de acordo com o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica.
O brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini afirmou que o país pretende introduzir armamentos avançados no campo de batalha e que os inimigos do Irã ‘devem esperar golpes dolorosos’. Ele ressaltou que ‘novas iniciativas e armas do Irã estão a caminho’ e que técnicas inéditas ainda serão empregadas em larga escala.
Donald Trump disse preferir um ‘bom líder’ para o Irã e afirmou que deseja participar da escolha do novo líder supremo do país. Segundo ele, o filho de Ali Khamenei é o sucessor mais provável, mas considera o resultado ‘inaceitável’. O presidente dos EUA mencionou a necessidade de alguém ‘que traga harmonia e paz ao Irã’ e descartou a possibilidade de aceitar um novo líder iraniano que mantenha as políticas de Khamenei.
O Irã disparou seu primeiro míssil Khayber em direção a Tel Aviv no mesmo período em que o país anunciou novas iniciativas e armas. Enquanto isso, os EUA podem intensificar a pressão militar sobre o Irã, desencadeando possíveis consequências de um conflito prolongado na região.
A repercussão das declarações de Donald Trump e do chanceler iraniano Abbas Araghchi levantam preocupações sobre o futuro do Oriente Médio e a possibilidade de um conflito armado escalar rapidamente. Enquanto os EUA buscam influenciar a escolha do novo líder supremo do Irã, o país persa se prepara para possíveis confrontos e novos armamentos na região.
Com o Irã se dizendo pronto para uma guerra prolongada e os EUA ampliando suas ações militares na região, a tensão entre as duas nações cresce e levanta incertezas sobre os próximos passos. A expectativa é de desdobramentos rápidos e decisivos que poderão moldar o futuro político do Oriente Médio nos próximos anos.




