Em fevereiro, o município do Rio de Janeiro enfrentou uma estiagem severa, registrando o mês mais seco já registrado na história da cidade. Bairros como o Jardim Botânico, conhecido por seus altos índices pluviométricos, não receberam nenhuma gota de chuva durante todo o mês. De acordo com os dados do sistema Alerta Rio, a média de chuva ficou em apenas 0,6mm, uma fração ínfima se comparada à média de fevereiro, que é de 123,3mm. Essa falta de chuvas é atribuída a ondas de calor e bloqueios atmosféricos, que têm afastado a chuva do Rio de Janeiro.
A situação de estiagem afetou não apenas o Jardim Botânico, mas também outros bairros como Copacabana, Tijuca, Grajaú, Barra da Tijuca, Vidigal, Rocinha e Sepetiba, que também não registraram chuvas significativas. A empresa de meteorologia e oceanografia AtmosMarine revelou que alguns desses bairros não receberam sequer uma gota de chuva, com os maiores índices registrados em Grota Funda (3mm) e Bangu (2,2mm). Essa falta de chuva tem impactado não apenas a sensação de calor na cidade, mas também a vegetação, com o chão da Floresta da Tijuca e os gramados dos parques completamente secos.
Com um cenário de seca tão acentuado, até mesmo o Jardim Botânico, conhecido por sua exuberante vegetação, precisa ser irrigado três vezes ao dia para manter as plantas saudáveis. A situação é tão crítica que a falta de chuva tem aumentado a sensação de calor na cidade, dificultando a vida dos cariocas. O mar caribenho pode até parecer convidativo com suas águas cristalinas, mas o cenário de deserto que se instalou no Rio de Janeiro deixa claro a gravidade da situação.
Os especialistas alertam que a previsão de chuvas para os próximos dias ainda é abaixo da média, indicando que a estiagem pode persistir por mais tempo. A falta de chuvas consistentes tem sido um desafio para o abastecimento de água na cidade, que depende do Sistema Guandu para suprir suas necessidades hídricas. Enquanto isso, pesquisadores estudam as peculiaridades climáticas do Rio de Janeiro, tentando entender por que as nuvens parecem se desintegrar sobre a cidade sem trazer alívio.
Com um bloqueio atmosférico persistente sobre o Brasil e a ausência dos fenômenos El Niño e La Niña, o ano de 2025 tem se destacado por suas condições climáticas extremas, com altas temperaturas e falta de chuva. Enquanto isso, o carioca aguarda ansiosamente por uma mudança no cenário, torcendo para que a chuva finalmente chegue e traga alívio para a cidade que tanto precisa.