Estratégia de Eduardo Bolsonaro para impulsionar Flávio como pré-candidato ao Planalto

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Sem mandato na Câmara, Eduardo Bolsonaro tem utilizado sua rede de contatos na direita internacional para apoiar a pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante a viagem ao Oriente Médio, realizaram encontros com aproximadamente 16 autoridades, incluindo primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares. O próximo destino planejado é visitar Emirados Árabes Unidos e Catar, e também cogitam uma etapa pela Europa. A viagem teve início em Israel e Bahrein, com Flávio inicialmente registrando uma missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro, custeada com recursos públicos.

Posteriormente, o senador estendeu sua estadia por mais cinco dias, arcando com os custos adicionais de forma privada. Mesmo após ter seu mandato cassado devido a faltas excessivas, Eduardo continua sendo apresentado como parlamentar em eventos internacionais. Durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo em Jerusalém, Flávio afirmou: ‘Eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil’, destacando a colaboração dos EUA na cooperação internacional.

Durante a estadia em Israel, os irmãos se encontraram com importantes figuras, como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Isaac Herzog. Em Bahrein, reuniram-se com o primeiro-ministro Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa. A viagem também incluiu encontros com diversos deputados do Parlamento Europeu, como Hermann Tertsch, Jorge Buxadé, Pedro Frazão e Dominik Tarczyński. A conexão internacional marca uma mudança no histórico de viagens de Flávio desde o término do mandato presidencial de Jair Bolsonaro.

Enquanto Flávio realizou apenas três viagens internacionais em missões oficiais, Eduardo sofreu contratempos em suas relações com Donald Trump. Após diálogo com Lula, Trump reduziu tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. A coordenação internacional é vital para o bolsonarismo, visando obter apoio para alinhar posições e criar uma imagem de pertencimento global. A estratégia busca transferir capital político e conexões de Eduardo para Flávio.

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