Estratégia do Planalto para vincular Caso Master ao governo Bolsonaro e a Tarcísio

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Diante das investigações que alcançaram o Banco Master, o governo federal passou a articular uma resposta política para lidar com os impactos do caso em Brasília. A movimentação ocorre após a revelação do escândalo, buscando evitar que o episódio cause desgastes ao Palácio do Planalto e afete a reeleição do presidente. A estratégia, definida internamente, envolve uma atuação coordenada dos ministérios, liderada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social Sidônio Palmeira. Esta estratégia inclui orientar a reação do governo diante das investigações e salientar que estas tiveram início na atual gestão para afastar a ideia de omissão ou interferência. O governo também destaca doações eleitorais feitas em 2022 por Fabiano Zettel, cunhado do controlador do Banco Master, a campanhas de Bolsonaro e Tarcísio, com o intuito de mudar o foco político do escândalo. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a oposição deve esclarecer possíveis vínculos com o Banco Master, destacando as doações de Zettel como o maior doador individual das campanhas de Bolsonaro e Tarcísio naquele pleito. Na mesma linha, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou o papel de pessoas relacionadas ao controlador do banco no financiamento eleitoral de 2022 durante sua disputa com Tarcísio. Com doações de R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para o governador de São Paulo, Haddad acredita que as investigações podem revelar mais informações sobre o caso do Banco Master.

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