Estudante com black power faz denúncia de racismo, em Goiânia

Estudante com black power faz denúncia de racismo, em Goiânia

O estudante de publicidade e propaganda, Marcos Paulo Gomes Lima, de 26 anos, fez uma denúncia de racismo após uma mulher postar uma foto dele sem a autorização, na última sexta (9), em Goiânia. No post, a pessoa publicou a foto com a legenda: “Rodolfo, corre aqui”. Segundo Marcos, ela fez referência à recente polêmica que ocorreu no Big Brother Brasil envolvendo o cantor, que fez um comentário racista sobre o cabelo de João Luiz, comparando à peruca de um homem das cavernas.

Após a repercussão do caso, a mulher apagou o post e disse que em “momento algum quis ofender alguém” e que foi mal interpretada. Quando percebeu a situação, Marcos usou suas redes sociais para desabafar e disse: “Na hora eu entendi que o conteúdo era racista, mas fiquei assustado. Falei: ‘Caramba, o que está acontecendo?’. Usei as redes sociais para desabafar, e aconteceu esse ‘boom’. Muita repercussão e, infelizmente, por uma situação negativa. Mas eu estou recebendo muito carinho e apoio”.

Direito de Imagem

Segundo o advogado Rafael Maciel, especilista em Direito Digital e Proteção de Dados Pessoais, esse caso fere o direito de imagem da pessoa e tem conotação racista.  Rafael ressalta que durante um processo envolvendo o uso de imagem sem autorização, como o caso de Marcos, a defesa do acusado pode alegar que a vítima não teve o rosto divulgado, mas a imagem apresenta atributos que levam à identificação de uma pessoa.

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Quatro estudantes da PUC-SP são desligados após se envolverem em atos racistas durante jogo

Quatro estudantes de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) foram desligados de seus estágios em escritórios de advocacia após um vídeo viralizar nas redes sociais, mostrando atos de racismo e aporofobia cometidos durante uma partida de handebol nos Jogos Jurídicos Estaduais. O incidente ocorreu no último sábado, 17, em Americana, interior de São Paulo. Nos registros, os alunos ofenderam colegas da Universidade de São Paulo (USP), chamando-os de “cotistas” e “pobres”.

As demissões foram confirmadas por meio de notas oficiais enviadas às redações. O escritório Machado Meyer Advogados, por exemplo, anunciou a demissão de Marina Lessi de Moraes, afirmando que a decisão estava alinhada aos seus valores institucionais, com o compromisso de manter um ambiente inclusivo e respeitoso. O escritório Tortoro, Madureira e Ragazzi também confirmou a dispensa de Matheus Antiquera Leitzke, reiterando que não tolera práticas discriminatórias em suas instalações. O Castro Barros Advogados fez o mesmo, informando que Arthur Martins Henry foi desligado por atitudes incompatíveis com o ambiente da firma. O escritório Pinheiro Neto Advogados também comunicou que Tatiane Joseph Khoury não faz mais parte de sua equipe, destacando o repúdio ao racismo e qualquer forma de preconceito.

Repercussão do caso

O episódio gerou forte indignação nas redes sociais e foi amplamente criticado. O Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os alunos da Faculdade de Direito da USP, se manifestou, expressando “espanto, indignação e revolta” com as ofensas racistas e aporofóbicas proferidas pelos alunos da PUC-SP. A instituição ressaltou que o incidente representou uma violência contra toda a comunidade acadêmica.

Em resposta, a reitoria da PUC-SP determinou a apuração rigorosa dos fatos pela Faculdade de Direito. Em comunicado, a universidade afirmou que os responsáveis serão devidamente responsabilizados e conscientizados sobre as consequências de suas atitudes. A PUC-SP reiterou que manifestações discriminatórias são inaceitáveis e violam os princípios estabelecidos em seu Estatuto e Regimento.

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