A ideia de que o desejo sexual masculino atinge seu auge durante a juventude parece estar equivocada. Na verdade, a libido masculina alcança seu pico entre o final dos 30 e início dos 40 anos. Um estudo abrangente publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, indicou que os níveis de testosterona podem começar a declinar a partir dos 30 anos, mas o desejo sexual dos homens não acompanha essa queda. Fatores psicológicos, emocionais e dinâmicas de relacionamento exercem influência decisiva nesse aspecto.
A especialista aponta que a libido masculina mais acentuada perto dos 40 anos reflete a maior satisfação sexual nessa idade, em comparação com a juventude. Os dados foram revelados no estudo ‘Associações do Desejo Sexual com Variáveis Demográficas e de Relacionamento’. Pesquisadores da Universidade de Tartu e da Universidade de Edimburgo analisaram mais de 67 mil adultos, evidenciando que fatores como gênero, idade, orientação sexual e satisfação no relacionamento influenciam o desejo sexual.
Enquanto nos homens a libido se mantém estável ao longo da vida, nas mulheres há maior flutuação. O estudo mostrou que o pico do desejo sexual feminino ocorre entre os 20 e 30 anos. A oscilação desse desejo está relacionada à variação hormonal durante o ciclo menstrual. Além disso, fatores como a satisfação no relacionamento e a comunicação eficaz sobre sexualidade influenciam a libido de ambos os gêneros.
Os dados revelaram que homens têm níveis mais altos de desejo sexual que mulheres em quase todas as idades, sendo a diferença mais acentuada após os 60 anos. Profissões como gerentes e militares relataram maiores níveis de desejo, enquanto trabalhadores de escritório tiveram níveis mais baixos. A paternidade está associada a um aumento do desejo masculino, ao passo que a maternidade tende a suprimir a libido feminina.
Os autores sugerem que indivíduos bissexuais e pansexuais reportam os maiores níveis de libido. A conexão emocional e a satisfação no relacionamento são essenciais para aumentar o desejo sexual, especialmente entre mulheres. Por fim, o estudo destaca a importância de fatores individuais, como traços de personalidade e experiências de vida, na motivação sexual, superando as variáveis demográficas analisadas.




