Estudo da Famerp em SP testa medicamento para melhorar qualidade de rins para transplante: Estratégia inovadora reconhecida em congresso.

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Pesquisadores do interior de SP testam medicamento que pode aumentar qualidade
de rins destinados para transplante

Estudo da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP) foi reconhecido
como o melhor trabalho científico no Congresso Latino-Americano de Transplantes.
Estratégia pode beneficiar pacientes do SUS.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (DE) realizam um estudo com um medicamento que pode aumentar a qualidade de
rins destinados para transplante.

O estudo foi reconhecido como o melhor trabalho científico no Congresso
Latino-Americano de Transplantes, realizado em outubro de 2025, no Paraguai.

A pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
(Fapesp) e realizada em parceria com o University Medical Center Groningen, na
Holanda, busca melhorar a qualidade dos órgãos.

Segundo o professor Mário Abbud Filho, coordenador do estudo, os rins sofrem
inflamações quando estão fora do corpo, o que eleva o risco de complicações e
faz com que sejam frequentemente descartados.

“O objetivo é empregar o medicamento anakinra, já aprovado no Brasil,
considerado seguro e integrado à prática médica para melhorar as condições do
órgão antes do transplante”, afirma Mário ao DE.

A bióloga Ludimila Leite Marzochi, doutoranda em ciências da saúde pela Famerp,
explica que o propósito é “tratar o rim fora do corpo antes do transplante”,
usando o medicamento para reduzir a inflamação do órgão.

A ideia surgiu diante da alta taxa de descarte de rins no Brasil. Segundo a
Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), mais de 30 mil pessoas
aguardam por um transplante renal. Apesar do aumento na captação, cerca de 30%
dos rins de doadores falecidos são descartados anualmente por não atenderem aos
critérios pré-estabelecidos para a realização do procedimento.

Com base nesse cenário, estima-se que a estratégia possa viabilizar o uso de 20%
a 30% dos rins atualmente considerados inadequados.

Outro ponto relevante é a adequação da pesquisa à realidade do SUS. O estudo
prevê, a longo prazo, a associação do medicamento a máquinas de perfusão, que
mantêm o órgão viável fora do corpo do doador.

Segundo os pesquisadores, com o avanço da tecnologia, o uso do anakinra poderá
ser integrado à rotina dos hospitais públicos, ampliando os benefícios à
população.

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