Estudo revela subestimação de mortes em Gaza: mais de 75 mil vítimas identificadas. Saiba mais sobre o cenário grave na região.

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O conteúdo publicado pela Revista The Lancet revela que as mortes em Gaza podem ter sido subestimadas em 50%, o que indica um cenário ainda mais grave do que o divulgado inicialmente. Segundo o estudo, mais de 75 mil vítimas foram identificadas somente entre outubro de 2023 e janeiro de 2025. Isso representa um aumento significativo em relação aos dados oficiais apresentados à época. A pesquisa destaca que ao menos 25 mil mortes não foram contabilizadas nas estatísticas iniciais.

Além disso, o levantamento aponta que os dados divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, sobre a proporção de mulheres, crianças e idosos entre as vítimas estavam corretos. De acordo com o estudo, mais de 42 mil mulheres, crianças e idosos perderam a vida durante o período analisado. Esse grupo corresponde a mais da metade das mortes violentas registradas.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo destacam que a magnitude das mortes em Gaza se estende às consequências indiretas do conflito. Estimativas indicam que até janeiro de 2025, uma porcentagem considerável da população de Gaza foi morta violentamente. Além disso, houve um número significativo de mortes não violentas causadas indiretamente pelo conflito. A pesquisa se baseou em entrevistas com famílias em Gaza para obter esses dados.

A contagem de vítimas em Gaza tem gerado polêmica desde o início dos ataques israelenses. Diversos estudos têm demonstrado que a dimensão das mortes pode ter sido subestimada, e as autoridades de saúde do enclave têm sido questionadas pela precisão de seus registros. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos salientou que a situação na região representa um sério risco de “limpeza étnica” em Gaza e na Cisjordânia.

Os relatórios destacam o uso sistemático da força, detenções arbitrárias e destruição indiscriminada de casas palestinas como fatores que contribuem para agravar a crise humanitária na região. Essas ações, segundo as análises, têm o objetivo de promover mudanças demográficas permanentes, o que desperta sérias preocupações em relação a uma possível limpeza étnica em Gaza e na Cisjordânia. A ONU condenou as mortes e mutilações de civis, bem como a disseminação da fome em Gaza.

Diante desse cenário alarmante, muitas questões ainda permanecem em aberto. A obtenção de um número definitivo de mortos em Gaza exigirá tempo e recursos consideráveis, afirmam os especialistas. Apesar dos desafios, a responsabilização pelas mortes e violações de direitos humanos é vista como crucial para a construção de um futuro de paz duradoura na região. Por isso, é fundamental que a comunidade internacional atue para garantir a justiça e o respeito aos direitos fundamentais de todos os envolvidos no conflito.

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