EUA acusam a China de operar instalações com potencial militar até no Brasil
A startup brasileira Alya Nanossatélites, citada em um relatório da Câmara dos
Deputados dos Estados Unidos sobre uma suposta tentativa da China de usar instalações na América Latina para
fins militares negou nesta quinta-feira (5) fornecer dados ao governo chinês.
Contexto e denúncias
Nesta semana, uma comissão do Congresso dos EUA publicou um relatório em que
acusa a China de operar uma rede de instalações espaciais na América Latina com
potencial uso militar. Duas das instalações nomeadas no documento ficam no
Brasil.
Ao DE, a CEO da empresa, Aila Raquel, disse que sua empresa tem fins apenas
civis e comerciais e se limita a fazer oferecer registros por satélite do
território brasileiro para “monitoramentos ambientais, respostas a desastres
naturais e gestão territorial”.
Consequências e preocupações
No relatório do Congresso, a Estação Terrestre de Tucano, na Bahia, operada pela
Alya Nanossatélites em parceria com a empresa chinesa Beijing Tianlian Space
Technology, é citada como parte de uma rede de instalações que a China pretende
usar na América Latina para fins militares.
O relatório aponta que a Beijing Tianlian vai fornecer “dados de comunicação de
voz de longa duração e alta cobertura entre espaço a Terra para voos espaciais
tripulados e satélites de reconhecimento”. Raquel também negou que sua empresa
forneça serviços de dados de comunicação de voz.
“A Alya Space não opera serviços de comunicação de voz de longa duração ou de
alta cobertura entre o espaço e a Terra. A empresa desenvolve soluções de
observação da Terra, com foco na geração e análise de imagens para aplicações
civis, incluindo monitoramento ambiental, acompanhamento de desastres naturais
e gestão territorial”, afirmou a empresária.
Repercussões e investigações
Em comunicado, a Alya Space disse ainda que “opera sob princípios estritamente
civis, comerciais e alinhados às legislações nacionais e internacionais
aplicáveis” e afirmou estar à disposição de autoridades para esclarecimentos.
Ao DE, Raquel afirmou ainda não ter sido procurada por membros da comissão do
Congresso norte-americano.




