Em uma ação movida contra a TV Globo, o ex-BBB Pedro Espíndola detalhou uma série de acusações relacionadas à sua participação no programa. Ele pede uma indenização de R$ 1,5 milhão por danos morais e R$ 2,75 milhões por danos materiais. Pedro deixou o reality em 18 de janeiro, após tentar beijar à força a participante Jordana Morais, o que resultou em uma investigação da Polícia Civil e um indiciamento por importunação sexual.
Um dos principais argumentos da defesa de Pedro na ação é que a Globo teria construído uma narrativa negativa sobre ele, transformando-o em um “vilão” por meio da edição do programa e da forma como foi apresentado. Também é mencionado que a produção ignorou alertas da família de Pedro, que pediu sua retirada do programa devido ao seu estado de saúde mental.
A ação também critica a apresentadora Ana Maria Braga por uma declaração que teria contribuído para ampliar o “linchamento moral” contra Pedro. Além disso, são questionadas cláusulas contratuais que impedem o ex-BBB de se manifestar publicamente sobre o caso, consideradas abusivas pela defesa.
Saúde mental e falha na triagem
Sustentado pela defesa que Pedro possui histórico psiquiátrico, com transtorno bipolar e dependência de cannabis, incompatíveis com o confinamento do reality. A família teria alertado a produção sobre o estado de Pedro, que atualmente está internado em uma clínica psiquiátrica no Paraná.
Críticas a apresentadores
Além de Ana Maria Braga, a ação cita outras figuras da emissora por suposto tratamento desigual em relação a participantes de outras edições. Pedro pede a anulação de cláusulas contratuais e rescisão do contrato com a emissora. A defesa destaca ainda os impactos pessoais sofridos por Pedro após o caso, incluindo ameaças e dificuldades profissionais.


