Ex-chefe de gabinete de prefeito de Manaus é presa em operação por movimentações financeiras suspeitas – saiba mais!

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Ex-chefe de gabinete do prefeito de Manaus está no centro de uma polêmica envolvendo movimentações financeiras suspeitas. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, Anabela Freitas, que ocupava o cargo no gabinete pessoal de David Almeida, é acusada de encaminhar mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo para a agência de turismo Revoar. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificou que esses valores não possuem origem declarada, indicando possíveis atividades ilícitas e reforçando a suspeita de que a agência seja uma empresa fantasma.

Na operação Erga Omnes, deflagrada na última sexta-feira (20), Anabela Freitas foi presa juntamente com o dono da agência de turismo, Alcir Queiroga. A ação tem como alvo o “núcleo político” do Comando Vermelho no Amazonas, com outros 12 envolvidos detidos e nove foragidos. O principal foco da investigação é a movimentação de dinheiro de origem duvidosa e a suspeita de ligação com o tráfico de drogas na região.

Segundo informações fornecidas por Alcir Queiroga em depoimento à polícia, Anabela utilizava os recursos para comprar passagens aéreas para viagens pessoais do prefeito David Almeida, seus familiares e membros do alto escalão da prefeitura de Manaus. A agência de turismo foi identificada como uma empresa fantasma, não possuindo estrutura física visível e sem registro de atividades legítimas no setor.

Além das movimentações financeiras suspeitas, a investigação aponta que Anabela Freitas comprava passagens para outras autoridades, como o vice-prefeito Renato Junior e o subsecretário de obras Valcerlan Ferreira Cruz, sempre com pagamentos em dinheiro vivo. As viagens, em sua maioria para destinos como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, eram realizadas com expedição de passagens em caráter de urgência, levantando questionamentos sobre a transparência das ações.

A polícia ressalta que a agência de turismo em questão não possui sede física para atendimento ao público, site oficial ou registros de transações com companhias aéreas. O único endereço associado à empresa é a residência de Alcir Queiroga, reforçando a suspeita de irregularidades. As investigações seguem em andamento para apurar o envolvimento de outras autoridades e funcionários públicos nos supostos esquemas ilícitos.

A operação Erga Omnes revela a complexidade das relações entre poder público e atividades criminosas na região, colocando em destaque a fragilidade dos sistemas de controle e monitoramento de movimentações financeiras. O caso levanta questionamentos sobre a integridade e a transparência na gestão de recursos públicos em Manaus e aponta para a necessidade de medidas mais rigorosas de combate à corrupção e lavagem de dinheiro dentro do aparelho estatal. Este é um alerta sobre a importância da fiscalização dos órgãos competentes e da vigilância da sociedade civil para evitar práticas ilegais que comprometem o bom funcionamento das instituições democráticas.

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