A Justiça determinou a soltura do ex-deputado Natalino José Guimarães, suspeito de grilagem de terras em Búzios, que estava preso desde dezembro de 2024. Com a decisão, ele deverá cumprir medidas cautelares, como comparecimento periódico diante do juiz.
A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu liberdade a Natalino José Guimarães, ex-policial e político com base eleitoral na zona oeste do Rio. Ele estava detido por suspeita de grilagem de terras em Búzios, na Região dos Lagos. A decisão judicial foi proferida na terça-feira (3).
Preso no Complexo de Gericinó, Natalino terá que seguir as medidas cautelares ordenadas pela Justiça, que incluem comparecimento periódico, proibição de acesso a certos lugares, e de manter contato com suspeitos do processo, entre outras restrições.
As investigações que levaram à prisão de Natalino começaram a partir de denúncias de invasões de terras por grupos armados em diversas áreas na região da Estrada da Fazendinha. O Ministério Público do Rio apontou que o grupo utilizava violência e práticas fraudulentas para ocupar e vender terrenos na região desde 2020.
A operação contra a grilagem de terras em Búzios contou com o apoio da 127ª DP e do 14° BPM. A quadrilha usava seguranças armados para intimidar moradores, desmatava áreas protegidas e promovia queimadas, de acordo com as investigações.
Em depoimento na Cidade da Polícia, o ex-deputado alegou inocência e afirmou que os fatos não correspondiam à verdade. Ele ainda negou qualquer envolvimento em crimes anteriores e garantiu não possuir empresa em Campo Grande.
Natalino, que já havia cumprido pena por porte ilegal de armas e formação de quadrilha em 2008, foi condenado por integrar a milícia conhecida como Liga da Justiça em 2009. Seu irmão, Jerônimo, conhecido como Jerominho, foi assassinado em 2020 após ser baleado. Jerominho era apontado como um dos fundadores da Liga da Justiça e foi vereador do Rio de Janeiro pelo PMDB entre 2000 e 2008. No entanto, ele foi preso um ano antes do término de seu segundo mandato na Câmara Municipal e permaneceu detido em penitenciárias federais por 11 anos.




