Ex-presidente do BRB retorna ao Brasil e colabora com investigações da operação Compliance Zero: entenda o caso no Banco de Brasília

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O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa afirmou, em nota divulgada nesta sexta-feira (21), que retornou ao Brasil e pretende colaborar com as investigações da operação Compliance Zero. Na terça, o Ministério Público e a Polícia Federal deflagraram uma operação que investiga possíveis fraudes no Banco Master – incluindo repasses bilionários durante a tentativa do BRB de comprar o banco privado. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e diretores da instituição foram presos na terça. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e um diretor do banco foram afastados dos cargos – e, em seguida, demitidos em definitivo pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

No dia do cumprimento dos mandados, Paulo Henrique Costa estava fazendo um curso nos Estados Unidos. O MP chegou a pedir a prisão do executivo, mas a Justiça achou que apenas o afastamento do BRB seria suficiente. “Reconheço a importância das investigações em curso e reafirmo meu respeito às instituições. Tenho convicção de que sempre atuei na proteção e nos melhores interesses do BRB, seguindo padrões de mercado”, diz a nota divulgada nesta sexta por Costa. “Informo que retornei ao Brasil, vou colaborar pessoalmente com a investigação e seguirei fornecendo todas as informações e esclarecimentos necessários para a completa elucidação dos fatos.”

No comunicado, ele ainda diz que, “em observância aos deveres legais e ao sigilo”, não comentará os detalhes do processo.

Na quinta, Ibaneis minimizou a operação Compliance Zero e defendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. Para Ibaneis, os erros do ex-presidente do BRB foram “excesso de confiança”. “Podem ter ocorrido alguns erros, muitas vezes até pelo excesso de confiança. Eu debito essa operação e esse fato que aconteceu com o ex-presidente Paulo, que eu tenho por ele um carinho e uma confiança enorme, ao excesso de confiança no crescimento do banco”, afirmou o governador.

Em relação à compra do banco Master, Ibaneis afirmou que o ex-presidente do BRB dizia que a operação era vantajosa para o crescimento do Banco de Brasília. “Essa operação se arrastou durante muito tempo, houve uma deterioração do patrimônio do banco, e nesse momento o Paulo pode ter errado na avaliação do risco que iria ocorrer”, disse Ibaneis Rocha. O governador Ibaneis afirmou ainda que acredita que a recuperação do BRB será imediata, sem prejuízos para clientes e investidores.

Nelson Antônio de Souza foi aprovado pelo Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB) para assumir a presidência da instituição. A eleição de Nelson ainda será encaminhada para apreciação do Banco Central e da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Segundo o governo do DF, o conselho do BRB também decidiu destituir o então presidente, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro do BRB, Dario Oswaldo Garcia, afastados do banco desde terça (18). Ambos deixam os cargos nesta quinta (20). O afastamento de Paulo Henrique Costa e Dario Oswaldo Garcia Júnior aconteceu em meio à crise provocada pela Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraude envolvendo o Banco Master e o BRB.

Nelson Souza, que é ex-presidente da Caixa Econômica Federal, foi indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para assumir o comando do BRB na quarta-feira (19). O BRB é uma empresa de economia mista, de capital aberto, e o acionista majoritário é o governo do Distrito Federal (71,92%). É por este motivo que o governador do DF comenta ativamente as atividades do banco e indica nomes para a presidência.

Nelson Antônio de Souza é executivo do setor financeiro e já ocupou alguns dos cargos mais importantes do sistema bancário público no país. Ele é graduado em Consultoria Empresarial pela Universidade de Brasília (UnB) e possui MBA em Administração e Marketing, e licenciatura em Letras e Psicologia. Atualmente, ocupa o cargo de vice-presidente da Elo. Ele foi funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal desde 1979 e presidiu o banco entre 2018 e 2019. Também comandou o Banco do Nordeste em 2014 e esteve à frente de áreas estratégicas ligadas a crédito, habitação e governança.

O Banco de Brasília S.A. (BRB) foi criado em dezembro de 1964 com o objetivo de ser um agente financeiro para captar os recursos necessários para o desenvolvimento do Distrito Federal. Em 1991, passou a ser um banco com as carteiras: comercial, câmbio, desenvolvimento e imobiliária. A empresa é uma sociedade de economia mista, de capital aberto, e o acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal (71,92%). O BRB é uma instituição financeira com atuação no Distrito Federal e com agências em outros estados do Brasil.

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