O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu autorização do juiz da Suprema Corte brasileira Alexandre de Moraes para deixar a prisão em Brasília, onde cumpre uma pena de 27 anos, e se submeter a uma cirurgia em um hospital. O pedido foi feito pelos advogados na semana anterior e aprovado nesta sexta-feira. A cirurgia é necessária devido a um ‘bloco anestésico do nervo frênico’ para interromper um soluço persistente e o tratamento de uma hérnia inguinal. Uma avaliação médica realizada pela polícia federal, a pedido do juiz Moraes, constatou a urgência dos procedimentos.
Jair Bolsonaro sofre sequelas permanentes de um ataque sofrido em 2018 durante uma campanha presidencial. Seus advogados detalharam uma série de cirurgias pelas quais ele passou desde então, com o último procedimento realizado em abril. O ex-presidente enfrenta problemas de refluxo e crises de soluço, que causaram problemas respiratórios e desmaios, de acordo com registros médicos. O juiz da Suprema Corte também rejeitou um recurso da defesa de Bolsonaro que pedia a anulação de sua condenação.
A condenação de Bolsonaro em setembro por tentativa de golpe de estado gerou tensões entre o Brasil e os Estados Unidos, devido à relação próxima entre o ex-presidente de extrema-direita e Donald Trump. Bolsonaro foi considerado culpado por liderar uma ‘organização criminosa’ que conspirou para manter seu poder autoritário após a derrota eleitoral contra Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. O ex-presidente, que alega inocência, enfrenta resistência contra sua pena, sendo detido na sede da polícia federal em Brasília, com visitas familiares restritas.
O Parlamento brasileiro aprovou uma lei que poderia reduzir o tempo de prisão de Bolsonaro para pouco mais de dois anos, com Lula se opondo à medida. No entanto, o Congresso tem o poder de rejeitar o veto presidencial e manter a pena anterior. A situação do ex-presidente continua a gerar debates políticos e controvérsias tanto no Brasil quanto no cenário internacional.




