Suspeito que confessou ter matado militar e ateado fogo em quartel no DF vira réu por feminicídio
O ex-soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, que confessou ter matado uma militar e ateado fogo em um quartel do Exército no Distrito Federal, virou réu por feminicídio. A decisão acontece após o Tribunal do Júri de Brasília aceitar, nesta quarta-feira (7), a denúncia do Ministério Público contra Kelvin.
O crime aconteceu em 5 de dezembro. A cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrada morta após um incêndio nas instalações do quartel. Segundo exames, Maria de Lourdes levou duas facadas no pescoço e tinha um hematoma na barriga.
Como réu, Kelvin Barros da Silva responderá perante a Justiça pelos crimes de feminicídio e destruição de cadáver. A suspeita é que ele tenha assassinado a militar e ateado fogo no quartel.
Segundo a decisão do Tribunal do Júri de Brasília, o caso deve ser julgado pela Justiça Comum, e não a Justiça Militar. O motivo é que a vítima e o réu, ambos militares à época dos fatos, estavam fora de serviço quando o crime aconteceu.
Em 6 de dezembro, Kelvin Barros foi preso e confessou ter cometido o crime em depoimento à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Ele admitiu ter esfaqueado a cabo no pescoço e ateado fogo no quartel usando álcool que encontrou no banheiro. Posteriormente, foi expulso das Forças Armadas.
Com a repercussão do caso, a família da vítima lamentou a perda de Maria de Lourdes. Ela era uma jovem estudiosa e apaixonada por música. Agora, aguarda-se o desenrolar do julgamento de Kelvin Barros da Silva perante a Justiça Comum. A tragédia chocou a comunidade militar e civil do Distrito Federal.




