Exame de DNA confirma que corpo encontrado em mata é de corretora assassinada por síndico
Daiane Alves Souza, de 43 anos, ficou mais de 40 dias desaparecida e foi encontrada em estado avançado de decomposição. O resultado será enviado ao IML para que o corpo possa ser liberado para a família.
O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi identificado pela Polícia Científica de Goiás (PCI-GO) nesta terça-feira (3) por meio de DNA extraído dos dentes. Daiane estava desaparecida havia mais de 40 dias, em Caldas Novas, na região sul de Goiás, e foi encontrada em estado avançado de decomposição.
O síndico do prédio onde a corretora morava, que confessou o crime, continua preso. Em nota ao DE, a defesa de Cleber Rosa de Oliveira informou que ele está contribuindo com as investigações.
O método de identificação foi realizado pelo Laboratório de Biologia e DNA Forense. Segundo a polícia, o resultado será enviado ao Instituto Médico Legal Aristoclides Teixeiras (IML), em Goiânia, que deve providenciar a liberação do corpo para a família.
Após confessar ter matado Daiane, Cleber levou a polícia a uma região de mata, às margens da GO-213, a cerca de 15 km de Caldas Novas, onde o corpo dela foi localizado na quarta-feira (28). Ele é investigado por homicídio e ocultação de cadáver.
Além do síndico, o filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi preso suspeito de atrapalhar as investigações. Ao DE, os advogados do investigado informaram que ele não possui qualquer envolvimento, direto ou indireto, com o crime.
O delegado André Luiz Barbosa explicou que a motivação do crime pode ter sido os conflitos entre Daiane e Cleber, envolvendo principalmente a administração de seis apartamentos no prédio onde a corretora desapareceu. Os dois tinham um histórico de conflitos, incluindo 12 processos na Justiça.
Antes de desaparecer, Daiane chegou a enviar um e-mail ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas relatando que sofria ofensas e ameaças. No documento, ela afirmou ter medo pela própria vida e pediu medidas de proteção.




