No último dia 28 de fevereiro de 2026, o exilado Reza Pahlevi não poupou elogios aos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O filho do falecido xá do país classificou a ação como uma “intervenção humanitária”, mesmo diante da morte de 51 crianças iranianas durante os bombardeios. A mídia estatal iraniana e a agência Al Jazeera repercutiram as declarações polêmicas do príncipe, que há décadas não pisa em solo iraniano.
Em um cenário de intensificação dos ataques estrangeiros contra o território iraniano, Reza Pahlevi conclamou a população a se preparar para novos protestos em Teerã. O líder da oposição exilada expressou gratidão ao presidente norte-americano, Donald Trump, por cumprir sua promessa de ajudar o povo iraniano. A expectativa é de que a mobilização interna conduza a uma “batalha final” de grandes proporções.
Como resposta aos ataques, manifestantes se reuniram na Praça da Palestina, no coração de Teerã, para protestar contra a ofensiva conjunta promovida por Estados Unidos e Israel. Os bombardeios em escolas destacaram o impacto direto sobre a população civil, sobretudo nas proximidades do Estreito de Ormuz. A imprensa estatal iraniana relatou que outros estudantes perderam a vida durante ataques a escolas em outras regiões do país.
A escalada militar no Irã segue gerando tensão interna e internacional. O repórter Mohammed Vall, da Al Jazeera, alertou para a violação do direito internacional e a agressão contra o povo iraniano diante das vítimas civis. A complexidade do cenário é evidenciada pelos ataques externos, pelas mobilizações populares e pela retórica da oposição exilada. O Irã enfrenta um momento delicado, em que os desafios se multiplicam e a segurança da população está em xeque.




